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Ammar al-Qourabi, chefe da Organização Nacional dos Direitos do Homem na Síria, disse à agência de notícias AFP que “as autoridades sírias continuam a fazer um uso excessivo da força e a utilizar balas reais para enfrentarem as manifestações em diferentes regiões do país”. Ele estimou que 26 pessoas morreram na província de Idlib (Oeste) e outras 13 em Homs (Centro). Outras duas pessoas morreram na cidade de Deir Ezzor (Leste), uma em Daraya (arredores de Damasco), uma em Lattaquié (Oeste) e uma outra em Hama (Centro).
A oposição síria tinha convocado a população para uma marcha nas ruas depois das orações de sexta. A Organização Nacional dos Direitos do Homem na Síria também condena "as detenções arbitrárias em todas as cidades sírias depois de o presidente da República ter decretado o fim da lei de emergência no país".
Segundo a organização, 12 dirigentes e membros de uma organização política curda foram detidos nesta sexta-feira no nordeste do país e têm agora paradeiro desconhecido.
Governo diz que quem morre são as forças de segurança
Entretanto, a agência oficial síria garante que 17 pessoas, entre elas civis e membros das forças de segurança, morreram em consequência dos disparos de "grupos armados" em Edlib e Homs. Na versão do governo, "grupos de sabotadores" queimaram edifícios públicos e destruíram propriedades privadas. Outra nota oficial informa da detenção de uma "célula terrorista" na localidade de Al Dumar, 40 quilómetros ao nordeste de Damasco, na quinta-feira, com a qual foi apreendida uma "grande quantidade de armas, munição e explosivos".
A imprensa internacional foi banida da Síria.
Mais de 850 pessoas já morreram e mais de 8000 foram detidas desde o início da vaga de contestação em meados de Março, segundo as organizações de direitos humanos e a ONU.
Chávez diz que Síria vive sob "ataque fascista"
Apesar destes dados assustadores, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, revelou este sábado ter conversado telefonicamente com Bashar Al-Assad e afirmou quem a Síria vive sob "ataque fascista".
"Falei há uns minutos com o presidente sírio, o nosso irmão Bashar (Al-Assad). A Síria é vítima de um ataque fascista", escreveu o presidente venezuelano na sua conta no Twitter.