Segundo a análise do “Jornal de Negócios” aos dados da Comissão Europeia, as ajudas do Estado português à banca totalizaram 15.850 milhões de euros entre 2008 e 2014 – cerca de 9% do PIB.
Segundo o jornal, a situação poderá ainda agravar-se devido aos problemas do Novo Banco e do Banif, podendo ambos necessitar de mais ajudas do Estado.
De acordo com os dados do Eurostat, a repercussão das ajudas à banca na dívida pública é ainda maior. Os apoios aos bancos agravaram a dívida pública em 19.000 milhões de euros, o equivalente a 11% do PIB.
Em relação ao défice público a repercussão direta foi menor – 10 mil milhões de euros – porque há operações de resgate que não se repercutem no défice público, mas agravam sempre a dívida pública.
O último ano, 2014, foi mesmo o pior dos seis anos no que diz respeito às repercussões negativas das ajudas à banca. O défice público foi agravado em 5.300 milhões de euros e, na zona euro, só a Áustria teve um montante negativo mais elevado no défice.
Das ajudas à banca o Estado português apenas recebeu 1,17 mil milhões de euros de juros e dividendos pagos pelos bancos.