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“Balada do Desterro”, a banda desenhada luso-galega que conta a vida de Zeca Afonso

O livro sai para as bancas na altura em que José Afonso teria feito 94 anos. E diz nascer do “fascínio” das autoras “por aquele homem que cantava causas políticas” e pretender “tecer uma rede para sustentar um Zeca mais íntimo do que habitualmente os seus camaradas lembram”.

José Afonso teria feito 94 anos esta quarta-feira e a data foi assinalada pela publicação de uma banda desenhada luso-galega escrita por Teresa Moure, professora na Universidade de Santiago de Compostela, e desenhado por Maria João Worm, sobre alguns dos momentos da sua vida.

O livro de 192 páginas, editado pela Tradisom em parceria com a aCentral Folque, intitula-se “Balada do Desterro – Zeca Afonso” e nasce, segundo a sua apresentação do “fascínio” das autoras “por aquele homem que cantava causas políticas” e pretende “tecer uma rede para sustentar um Zeca mais íntimo do que habitualmente os seus camaradas lembram”.

Traça o seu percurso por África onde foi menino, por Portugal onde foi uma das vozes da revolução dos cravos e dedica ainda especial atenção à sua relação com a Galiza, onde a sua música tem tido uma importância cultural assinalável. E olhar feminino das autoras dá ainda destaque ao papel da mulheres na sua vida e obra.

Nele se mostra um cantor com “caráter melancólico”, que vivia os concertos como “se fosse colocado numa montra para a contemplação pública”, que admirava cantores como Joan Baez, Bob Dylan e Jacques Brel e detestava “modas e modernices”. Numa abordagem que sublinha que “todo o escrito numa ficção é necessariamente falso”, apesar de se apoiar “documentalmente em livros de investigação, em eventos realmente sucedidos, em entrevistas, nas lembranças dos vivos, mas é falso. Menciona figuras reais, mas é falso”.

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