Através de um comunicado, o partido abordou o tema, depois de ter reunido com o Sindicato Nacional dos Profissionais da Indústria e Comércio do Calçado, Malas e Afins. Há duas semanas, este sindicato responsabilizou as remunerações “de miséria” que se verificam no setor pela carência de recursos humanos.
“Depois da reunião com o Sindicato ficou evidente que os empresários do calçado, entre eles o presidente da APICCAPS, não têm práticas para captar e valorizar os profissionais da área. Os salários praticados no setor são baixíssimos e só aumentaram nos últimos anos porque foi aumentado o salário mínimo nacional”, pode ler-se no comunicado do Bloco.
Moisés Ferreira, deputado e membro da distrital do Bloco de Aveiro, realça ainda que a referida associação patronal propôs nas negociações do contrato coletivo de trabalho que os aumentos para as categorias laborais superiores se limitassem a “um e três euros acima do salário mínimo”.
“Para o Bloco e para todos os cidadãos esclarecidos, uma proposta destas é, no mínimo, desproporcional e até ofensiva para os trabalhadores do setor”, considera o partido, destacando ainda que “os lucros das empresas dispararam nos últimos anos”.
Moisés Ferreira afirma ainda que “a associação patronal do setor vangloria-se de ser altamente competitiva no mercado internacional, mas depois esquece-se que só é competitiva porque tem os melhores trabalhadores a nível mundial com salários do terceiro mundo”.