A Assembleia Municipal de Sintra aprovou esta quinta-feira por maioria um voto de solidariedade para com os trabalhadores e trabalhadoras da Printer Portuguesa, saudando a luta que têm vindo a travar em defesa dos seus postos de trabalho.
Audição
Sobrinho foi ao Parlamento atacar o Bloco e deixou trabalhadores da Printer sem respostas
Desde abril que cerca de 120 pessoas, muitas delas da mesma família, não recebem salário e estão impedidas de entrar nas instalações por alegadas questões de segurança. A indefinição mantida pela administração sobre o futuro da empresa impede que tenham acesso aos apoios sociais a que têm direito.
Reconhecendo os esforços de sindicatos e autarquia no apoio a estes trabalhadores, os eleitos e eleitas instaram ao executivo sintrense para que continue a apoiar a resolução da situação laboral e reivindicaram a intervenção do Governo para garantir de forma imediata os apoios sociais perante os salários em atraso, a manutenção dos postos de trabalho e o futuro da empresa e do seu património.
A iniciativa bloquista foi aprovada com votos favoráveis do Bloco, CDU, PS, PAN e Nós Cidadãos, contando com oposição de PSD, CDS, IL e CH.
Perfil
Quem é o oligarca angolano que trancou 120 trabalhadores fora de fábrica em Sintra
O dono da Printer Portuguesa é o ex-presidente do BES Angola, Álvaro Sobrinho, que foi este mês ao Parlamento a pedido do Bloco de Esquerda apontar como razão para a situação da empresa o arresto das suas contas no âmbito das investigações judiciais de que é alvo. Sobre a falta de pagamentos de salários, atirou as culpas para um “ataque informático” que impediu o seu processamento. Nesta audição, Sobrinho deixou sem resposta a maior parte das questões dos deputados sobre a situação da empresa, admitindo que a insolvência será o cenário mais provável.