O resultado obtido por Portugal é o pior desde 2006, ano em que o Fórum Económico Mundial deu início à publicação. Há sete anos, Portugal ocupava o 33º lugar. Em 2007 desceu para 37º, em 2008 para 39º e em 2009 para 46º. Já em 2010, registou-se uma subida para a 32.ª posição, contudo, em 2011, Portugal já se encontrava em 35º e, em 2012, na 47ª posição. O 51º lugar agora alcançado poderá decorrer da “quebra nos rendimentos” do trabalho, segundo avança o Fórum Económico Mundial (FEM).
Portugal não acompanha, desta forma, a tendência mundial, já que, a nível geral, os países conseguiram minorar a desigualdade de género, com excepção do Médio Oriente e África do Norte, sendo o Iémen a ocupar o último lugar do ranking.
Para apurar o posicionamento dos países no que respeita à igualdade de género entram em linha de conta diversos fatores, como a avaliação obtida em áreas como diferenças salariais e participação no mercado de trabalho; acesso à educação e nível de formação educacional; acesso à saúde e queda de índices de mortalidade; e participação política e posição em cargos de poder político. Nestes campos, Portugal só conseguiu registar uma melhoria no item saúde.
Na União Europeia, o país que ocupa o pódio da igualdade de género é a Finlândia e o pior classificado é a Hungria. Portugal ocupa o 18º lugar.
O documento refere ainda que na América Latina e nas Caraíbas a desigualdade de género caiu 70% este ano.
A igualdade económica e a participação política são as duas áreas mais sensíveis. “Tanto nos países emergentes como nos desenvolvidos há poucas mulheres a ocupar cargos de liderança económica, comparativamente com o número de mulheres no ensino superior e no mercado de trabalho em geral”, salienta o FEM.
“É imprescindível que os países comecem a desenvolver uma visão diferente do capital humano – inclusive na maneira como impulsionam as mulheres para os cargos de liderança. Esta revolução mental e prática não é uma meta para o futuro, é um imperativo para hoje”, defende.