Ativistas foram à EDP dizer que o gás não é solução

18 de junho 2022 - 12:36

O Climáximo e a Scientist Rebellion denunciaram à porta da empresa "a narrativa falsa da EDP que pinta o gás como solução de transição" ecológica.

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Ação da campanha "Gás é andar para trás" em frente à sede da EDP. Foto Climáximo

No âmbito da campanha "Gás é andar para trás",  ativistas do coletivo pela justiça climática Climáximo e da Scientist Rebellion visitaram a sede da EDP em Lisboa. A empresa é uma dasmaiores importadoras nacionais de gás natural e detém duas centrais de produção de eletricidade através de gás - a Central Termoelétrica do Ribatejo e a Central Termoelétrica de Lares.

"A exploração de gás fóssil está diretamente associada a violência, expropriação e conflitos e a queima de gás fóssil leva-nos a um só rumo: o do colapso climático. Não há gás limpo", apontaram os ativistas, exibindo faias onde se lia que o gás "natural" é um combustível fóssil, é sujo, caro e mata, apesar do que afirma a EDP, a quem acusam de promover "políticas de greenwashing e whitewashing, publicitando o gás como uma solução ecológica".

"A EDP comprometeu-se a importar gás fóssil até 2040, prendem-nos a este combustível fóssil e impossibilitando uma real transição energética. A indústria fóssil utiliza o gás para aumentar os seus lucros ao mesmo tempo que se desresponsabiliza dos crimes contra a humanidade que tem cometido e continua a cometer. Uma transição energética compatível com a ciência climática só pode ser liderada pela sociedade civil, pelas populações e pelos trabalhadores", afirmam os dois coletivos em comunicado.

Esta campanha exige o encerramento faseado de todas as infraestruturas existentes de produção de eletricidade a partir de gás fóssil, com uma transição justa que garanta a formação e requalificação profissional dos trabalhadores, a par da substituição progressiva do gás fóssil em todos os sectores por fontes renováveis de energia, que se encontrem o mais próximas possível dos locais de consumo, de forma a reduzir os custos energéticos e garantir novos postos de trabalho dignos em todo o país.

Entre os dias 6 e 10 de julho, os ativistas organizam o Acampamento 1.5 em Melides, Grândola, uma iniciativa "onde as pessoas comuns e vários coletivos vão discutir uma verdadeira transição justa e rápida e organizar ações contra o capitalismo fóssil".