A iniciativa, convocada no final do 6º Encontro Nacional pela Justiça Climática, reuniu várias dezenas de pessoas. O encontro foi marcado para as 16h, junto ao metro do aeroporto de Lisboa. Daí, os ativistas marcharam até à Rotunda do Relógio, bloqueando esta via. Vinte e seis ativistas foram detidas pela PSP e levadas para a esquadra de Olivais Sul, onde se realizou uma vigília pela sua libertação, que acabou por ocorrer já de madrugada.
A ação de “desobediência civil em massa” teve por base três reivindicações: menos aviões, transição justa e mais ferrovia. O movimento apresenta ao Governo um leque de medidas que considera serem fundamentais, entre as quais destacam-se: "a proibição da construção de novos aeroportos; a garantia de rendimento, emprego e requalificação para o setor de mobilidade sustentável para todas as pessoas do setor da aviação; um plano de eletrificação total e extensão da ferrovia em Portugal a todas as capitais de distrito nos próximos três anos".
"É impossível cortar emissões aumentando-as com mais aviões no ar. Isto significa que em Portugal precisamos no imediato de tornar impossível a existência de novos aeroportos, acabar com voos domésticos no continente e garantir que as taxas médias de ocupação de quaisquer voos nunca descem abaixo dos 90%”, defendem os ativistas.
A acção Em Chamas está a terminar. Saímos às ruas e bloqueámos a Rotunda do Relógio com os nossos corpos, duma forma pacífica, contra um sistema tóxico que nos vai continuar a queimar se nada fizermos. pic.twitter.com/WphJMES6Bv
— Climáximo (@ClimaximoPT) May 22, 2021
Alertando que “a nossa casa está a arder”, o movimento realça que só a mobilização social nos pode levar onde temos que ir.