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Ativistas bloquearam Rotunda do Relógio por menos aviões, transição justa e mais ferrovia

A ação “Em Chamas” alertou para a existência de um “sistema tóxico que nos vai continuar a queimar se nada fizermos”. Durante o protesto, os ativistas bloquearam a Rotunda do Relógio com os seus corpos, de uma forma pacífica. Vinte e seis pessoas foram detidas, tendo sido libertadas já de madrugada.

A iniciativa, convocada no final do 6º Encontro Nacional pela Justiça Climática, reuniu várias dezenas de pessoas. O encontro foi marcado para as 16h, junto ao metro do aeroporto de Lisboa. Daí, os ativistas marcharam até à Rotunda do Relógio, bloqueando esta via. Vinte e seis ativistas foram detidas pela PSP e levadas para a esquadra de Olivais Sul, onde se realizou uma vigília pela sua libertação, que acabou por ocorrer já de madrugada.

A ação de “desobediência civil em massa” teve por base três reivindicações: menos aviões, transição justa e mais ferrovia. O movimento apresenta ao Governo um leque de medidas que considera serem fundamentais, entre as quais destacam-se: "a proibição da construção de novos aeroportos; a garantia de rendimento, emprego e requalificação para o setor de mobilidade sustentável para todas as pessoas do setor da aviação; um plano de eletrificação total e extensão da ferrovia em Portugal a todas as capitais de distrito nos próximos três anos".

"É impossível cortar emissões aumentando-as com mais aviões no ar. Isto significa que em Portugal precisamos no imediato de tornar impossível a existência de novos aeroportos, acabar com voos domésticos no continente e garantir que as taxas médias de ocupação de quaisquer voos nunca descem abaixo dos 90%”, defendem os ativistas.

Alertando que “a nossa casa está a arder”, o movimento realça que só a mobilização social nos pode levar onde temos que ir.

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