Associações recusam “concerto homofóbico”

29 de março 2012 - 20:26

Em comunicado de imprensa enviado à comunicação social esta quinta-feira, os subscritores, entre os quais se encontram várias associações LGBT, opõem-se à realização de um concerto do cantor jamaicano Sizzla em Lisboa, conhecido por, na letra das suas músicas, incitar “ao ódio e à homofobia”.

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Cantor jamaicano Sizzla (à direita). Foto de fightingtheboss, Flickr.

O concerto de Sizzla terá sido inicialmente agendado, segundo esclarece o comunicado, para o próximo dia 5 de abril, em Lisboa, no Armazém F (conhecido pela 'Sala TMN ao Vivo'), sendo que agora os agentes do cantor procuram novo local, “após a TMN, inundada por reclamações, ter tentado desvincular-se do evento”.

Com a justificação de não ser proprietária do espaço, e de não ter sequer conhecimento deste concerto, a TMN atribuiu todas as responsabilidades às empresas promotoras do espetáculo, contudo, os subscritores do comunicado recusam estes argumentos, sublinhando que entendem que “a TMN não está isenta de culpa”, na medida em que “ao ceder o nome da marca para qualquer evento é conivente com o mesmo”.

Por outro lado, os subscritores esclarecem também que "o site da TMN - Musica no Maximo (musicanomaximo.tmn.pt/ao_vivo.php), que publicita o 'TMN ao vivo' divulgou o concerto de Sizzla até ontem ao fim do dia, sem ter divulgado publicamente as razões para esta desvinculação de um evento cujos conteúdos são, como vimos, claramente homofóbicos”.

As organizações e as individualidades que optaram por se juntar a este protesto querem agora garantias por parte da JahLive, promotora do evento, de que irá cumprir o disposto na Constituição da República Portuguesa, dando “um sinal claro de que não compactua nem promove a discriminação com base na orientação sexual nem o incitamento ao ódio” ao cancelar o concerto do cantor.

Os concertos do cantor Sizzla em Barcelona, Madrid, Málaga, Valência e Estocolmo, foram já “cancelados devido ao seu discurso de ódio homofóbico”.

No facebook, o evento “Não queremos Sizzla a actuar em Lisboa!” criado há pouco mais de 24h, já tem mais de mil aderentes.

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