Em declarações à Rádio Renascença, António Arnaut, considerado o “pai” do Serviço Nacional de Saúde, afirmou: “Ele tem que se demitir, porque não pode ser responsável por uma pasta cuja obrigação essencial é garantir a sustentabilidade do SNS, que é uma garantia constitucional”.
António Arnaut alerta que “no dia em que o SNS for posto em causa e as pessoas começarem a morrer por falta de assistência médica, vai haver um levantamento popular, porque há um limite para o sofrimento”.
À Lusa e à margem de uma reunião com a CGTP, o padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), disse que “o fim do modelo social europeu e do Serviço Nacional de Saúde é a morte dos mais carenciados, dos mais pobres, dos mais desfavorecidos”.
“É muitíssimo preocupante e eu penso que não podemos dar esse facto como consumado. Julgo que ainda não se fizeram todos os percursos no sentido de assegurar a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde. A implosão do Serviço Nacional de Saúde então é o fim de tudo”, frisou o padre Lino Maia que concluiu, afirmando:
“Um Estado que não se preocupa com o futuro dos mais desfavorecidos é um Estado que não tem razão de ser, então vamos defender a anarquia. Penso que é absolutamente necessário salvar o Serviço Nacional de Saúde e que é possível”.