AR congratula-se por governo espanhol ter desistido de voltar a criminalizar aborto

03 de outubro 2014 - 14:31

Voto proposto pelo Bloco de Esquerda foi aprovado por PS, PCP, PEV, além do proponente. PSD absteve-se e sete dos seus deputados, bem como a bancada do CDS, votaram contra. Voto afirma que o direito da IVG é conquista civilizacional.

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Voto atribui às manifestações de indignação e à solidariedade na Europa a força que levou ao recuo do governo de Rajoy. Foto de anticapitalistes.net.
Voto atribui às manifestações de indignação e à solidariedade na Europa a força que levou ao recuo do governo de Rajoy. Foto de anticapitalistes.net.

A Assembleia da República congratulou-se, esta sexta-feira, por o governo de Mariano Rajoy ter desistido de voltar a criminalizar a interrupção voluntária da gravidez em Espanha. O voto aprovado foi apresentado pelo Bloco de Esquerda e teve apenas os votos contra do CDS e de sete deputados do PSD. A maioria da bancada daquele partido absteve-se, sendo assim o voto aprovado por Bloco de Esquerda, PCP, PEV e PS.

Recorde-se que a Lei Gallardón, assim conhecida por ter sido publicamente sustentada e defendida pelo ex-ministro espanhol Alberto Ruiz-Gallardón, pretendia reintroduzir a criminalização da interrupção voluntária da gravidez no Estado Espanhol, quando realizada a pedido da mulher até às 12 semanas.

O direito da mulher a interromper uma gravidez, de forma legal e segura é uma conquista civilizacional que respeita a escolha das mulheres e defende a sua saúde.

“Essa intenção colocava em causa uma Lei estabilizada que enquadra as condições para a interrupção da gravidez a pedido da mulher”, recorda o voto.

O texto aprovado diz ainda que “o direito da mulher a interromper uma gravidez, de forma legal e segura é uma conquista civilizacional que respeita a escolha das mulheres e defende a sua saúde”.

O voto atribui ainda às manifestações de indignação ocorridas e à solidariedade manifestada por toda a Europa a “força que obrigou o governo espanhol a recuar e a desistir da Lei Gallardón”.