A Assembleia da República aprovou nesta sexta quatro votos de pesar pela morte de Hugo Chávez, apresentados por PSD/CDS-PP, PS, PCP e Bloco de Esquerda.
O Bloco, no seu voto de pesar (a que pode aceder na íntegra em pdf), lembra que Hugo Chávez foi “eleito democraticamente por três vezes desde 1998” e sublinha que ele foi“ responsável pelo maior processo de aprofundamento democrático da Venezuela”.
O Bloco recorda também que foi com Chávez na presidência que “o povo Venezuelano reduziu a pobreza em mais de metade, garantiu refeições a mais de seis milhões de crianças, o acesso universal aos cuidados de saúde gratuitos, e duplicou o investimento em Educação em percentagem do PIB” e lembra ainda que “o programa de alojamento lançado em 2011 conseguiu construir quase 350 000 casas, ajudando centenas de milhar de famílias que vivam em bairros degradados”.
O Bloco frisa que “Hugo Chávez foi elemento central para o aprofundamento das boas relações entre Portugal e a Venezuela ao nível económico por uma economia global mais justa, mas também no quadro internacional de defesa e da paz”.
Os coordenadores do Bloco de Esquerda, Catarina Martins e João Semedo, enviaram também condolências ao povo e governo venezuelanos, em mensagem entregue ao embaixador da Venezuela em Portugal.
Nessa mensagem, Catarina Martins e João Semedo referem que “Hugo Chávez marcou incontornavelmente a cena política internacional e de forma ainda mais expressiva a realidade política, social, cultural e económica do seu país e da América Latina”.
Os coordenadores do Bloco de Esquerda salientam que os governos de Hugo Chávez promoveram “políticas sociais e económicas que melhoraram inequivocamente as condições sociais e materiais do povo venezuelano, conhecendo o seu expoente na erradicação do analfabetismo, na redução da pobreza para metade e na distribuição mais justa de rendimentos do continente sul-americano”.
Os dirigentes do Bloco sublinham ainda que o falecido presidente venezuelano se empenhou ativamente “na construção de um modelo de desenvolvimento alternativo, que libertasse o continente das políticas de austeridade do FMI e do Banco Mundial e da submissão ao imperialismo norte-americano”, destacando que Hugo Chávez “ficará para a história como uma referência na promoção de um mundo mais justo e solidário”.
A terminar, os coordenadores do Bloco formulam os votos de que “o futuro Governo da República Bolivariana da Venezuela prossiga o caminho de aprofundamento das políticas sociais e económicas e o desenvolvimento fraterno e solidário das relações diplomáticas entre os estados português e venezuelano e os seus respetivos povos”.