Após resgatar 219 pessoas, navio de Banksy pediu “ajuda imediata”

29 de agosto 2020 - 18:31

Os responsáveis pelo navio Louise Michel acusaram a “Europa fortaleza” de “virar as costas” a quem tenta “escapar do horror e da desumanidade incalculáveis”.

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Navio de Banksy pede ajuda no Mediterrâneo. Foto publicada na conta de twitter do Louise Michel.

É possível seguir os pedidos de ajuda do navio Louise Michel na página de Twitter da campanha, na qual qual é assinalado que o navio “está impossibilitado de se mover, não é mais dono da sua manobra, devido ao convés superlotado e uma balsa salva-vidas posicionada ao seu lado, mas acima de tudo devido ao facto de a Europa ignorar os nossos pedidos de socorro imediato”. “As autoridades responsáveis continuam sem resposta”, denunciaram.

Numa nova publicação, os responsáveis pelo Louise Michel reforçaram: “Repetimos, o Louise Michel não consegue se mover com segurança e ninguém vem em nosso auxílio. As pessoas resgatadas passaram por um trauma extremo, é hora de serem levadas a um lugar seguro. Precisamos de ajuda imediata”.

No navio encontrava-se um cadáver no único salva vidas da embarcação, ao qual se somam as três pessoas que morreram durante a tentativa de “escapar do horror e da desumanidade incalculáveis”.

Os outros resgatados “apresentam queimaduras de combustível, estão no mar há dias e agora foram deixados por sua conta numa área de busca e salvamento da União Europeia”, avançou o Louise Michel, acusando a “Europa fortaleza” de lhes “virar as costas”.

Após a tripulação ter conseguido manter o Louise Michel estável por cerca de 16h, a Guarda Costeira italiana evacuou 49 das pessoas mais vulneráveis e levou o cadáver que se encontrava na embarcação.

Os responsáveis pelo navio humanitário fretado pelo artista de rua britânico Banksy alertam agora que um barco com 50 pessoas a bordo, que arriscaram as suas vidas para fugir dos horrores da Líbia, está em perigo na zona de Malta.