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APA confirma que infestantes no Tejo são devido à poluição

Em resposta ao ProTejo, a Agência Portuguesa do Ambiente indica que a poluição é originada em descargas de ETARs ou da agricultura.
Tejo com Azolla. Foto de Paco Castañares no Facebook.
Tejo com Azolla. Foto de Paco Castañares no Facebook.

De acordo com o jornal A Reconquista, o ProTejo – Movimento pelo Tejo, em novembro, pediu explicações à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) sobre os mantos verdes que recorrentemente surgem no rio Tejo e nos seus afluentes, nomeadamente no Aravil, Ponsul e Sever.

A APA, em resposta, confirma que a albufeira de Cedilho tem níveis de concentração de fósforo total “de um modo geral superior ao valor limite para o bom estado, o mesmo se verifica para a clorofila”, o que explica os mantos de azolla e lentilha de água no Tejo e afluentes.

“A principal origem de fósforo é o rio Tejo”, mas no Ponsul “apenas o fósforo total tem registado incumprimentos, verificando-se uma redução da sua concentração de montante a jusante”, aponta o organismo estatal.

Segundo a APA, a poluição pode ter origem em descargas de ETARs ou na agricultura.

Mesmo que a origem do aparecimento da azolla e da lentilha de água seja devido à poluição, a APA informa que estas plantas não são tóxicas e podem ser utilizadas para fins agrícolas.

A agência refere ainda que tem estado em contacto com a Confederação Hidrográfica do Tejo “tendo em conta a importância da implementação conjunta de medidas preventivas e de controlo”.

Notícia publicada no Interior do Avesso.

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