António Horta-Osório, outrora responsável pelas operações do banco Santander em Inglaterra, assumiu, em 1 de Março de 2011, o cargo de presidente executivo (CEO) do Lloyds Bank, um dos bancos que foi alvo do plano de resgate, tendo sido parcialmente nacionalizado após a crise do “subprime” (41% do capital do Lloyds é da coroa britânica).
Após ter sido presenteado com um montante de 23 milhões de euros, António Horta-Osório, que integrou a comissão de honra de Cavaco Silva na campanha para as eleições presidenciais, irá ganhar um salário anual que ascende a 1,8 milhões de euros.
No mês em que efectivamente assumiu funções, o novo CEO do Lloyds Bank foi imediatamente aumentado face ao valor acordado em Novembro de 2010.
Para assegurar o seu recrutamento, o Lloyds Banking Group criou, inclusive, um regime de pensões que está relacionado com o preço das acções e que pode envolver mais de 906.140 euros a serem pagos na sua pensão nos próximos 5-6 anos.
O rendimento milionário de António Horta-Osório está a provocar o descontentamento da população britânica e tem enchido as manchetes dos jornais.
John Monks, secretário-geral da European Trade Union Confederation, afirmou, numa conferência do GUE/NGL sobre 'Crise e Governação: a resposta da esquerda', que o caso de Horta-Osório “é mais uma prova de que os mercados financeiros estão a voltar ao funcionamento ‘normal’” e relembrou que este banco é semipúblico mas “não por escolha”, tendo caído nas mãos do governo “porque estava a caminhar para a falência”.