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Amadora: Bloco quer mandato popular para combater desigualdades

Deolinda Martin, candidata à Câmara Municipal da Amadora pelo Bloco de Esquerda, bater-se-á por emprego digno e com direitos, por políticas inclusivas e pela defesa da democracia, contra o discurso que fomenta o ódio e a violência.
Foto Esquerda.net

Durante o lançamento da candidatura autárquica do Bloco de Esquerda na Amadora, o mandatário António Santos falou sobre os 24 anos do Partido Socialista à frente do município: “mais assimetrias e desigualdade sociais, mais desemprego e trabalho sem direitos, menos respeito pelo direito à habitação, mais exclusão e discriminação policial”.

António Santos falou ainda sobre a “deriva direitista” de PSD e CDS, sublinhando que o Chega já “nem precisa de apresentar candidatura, porque a extrema-direita já está representada”.

“A Amadora precisa de mais esquerda”, defendeu.

“Queremos um mandato popular para podermos ir mais longe”

A candidata à Câmara da Amadora, Deolinda Martin, fez o balanço da vereação do Bloco nestes últimos quatro anos: “Levámos propostas, aprovámos algumas delas, e vimos tantas serem recusadas, fomos voz para quem não a tinha, e solidariamente acompanhámos todos e todas que nos trouxeram dúvidas e situações aflitivas...”

Esta quinta-feira, a candidata voltou a apresentar-se à Amadora, pedindo um “mandato popular para podermos ir mais longe”: “Na habitação Municipal que desejamos seja digna, de boa construção, com eficiência energética, acessibilidades inclusivas e paga de acordo com o rendimento das famílias”, frisou.

A candidatura do Bloco quer ver garantidos mais e melhores transportes, com uma melhor ligação entre as freguesias do concelho, e uma “escola para todos e todas, que qualifique e capacite cidadãos e cidadãs, onde os valores centrais sejam o combate ao racismo, à homofobia, a aceitação da diversidade e onde os de baixo possam almejar chegar ao topo”.

Deolinda Martin destacou ainda “o combate às desigualdades, por emprego digno e com direitos, pela destroikização do Código de Trabalho e contra a precariedade”.

“Sabemos bem o que custou a conquistar muitos desses direitos, muitos deles roubados pelo mesmo PSD que agora aparece com uma cara lavada, como se não tivesse toda a culpa no cartório …estivemos nas lutas, nas manifestações, nas vigílias e nas greves para os conquistarmos (…) sabemos que enquanto ocupávamos as ruas, eles estavam com os que nos roubavam o chão, nos empobreciam, tornavam cada vez mais precária a nossa vida”, realçou.

Para o Bloco é também prioritário assegurar que os seniores vejam a sua velhice “refletida no modo de pensar as cidades”.

Deolinda Martin identifica o caminho: “É no diálogo com quem os vive, no debate entre instituições, na comunidade, envolvendo a população, com mais democracia participativa, que se fará o caminho de cidade que sonhamos: diversa, a abraçar as várias culturas que nelas vivem, a responder ao combate às desigualdades. Este é o caminho”.

“Mais segurança só com um SNS forte, com habitação digna, com um sistema educativo que responda democraticamente a todas as crianças de todas as comunidades, com emprego estável, digno e com direitos, com policiamento de proximidade, que articule e conheça a comunidade e o bairro”, avançou a candidata.

Deolinda Martins deixou uma garantia: “Estamos cá, seremos coesão onde outros semeiam violência e desigualdade”.

“Uma candidatura coletiva, que agrega e constrói e vai além de nós: é da Amadora”

Miguel Areosa Feio, candidato à Assembleia Municipal da Amadora pelo Bloco de Esquerda, explicou que esta candidatura é um “mandato na sua dupla função linguística de missão e representação. É um mandato popular que pretende representar as pessoas, que abarque toda a gente e permita voz a toda a gente”.

Trata-se de uma “candidatura coletiva, que agrega e constrói e vai além de nós: é da Amadora”, de “todas as pessoas que vivem com o estigma e discriminação” e “cuja situação se agrava pela crise económica e social”, frisou.

“E se agrava mais quando estas pessoas são mulheres, migrantes ou de comunidades racializadas em interseções persistentes de desigualdade que só pensamento e políticas socialistas, feministas e anti-racistas podem compreender”, continuou o candidato.

É um mandato que visa “acabar com a ideia generalizada e estigmatizada da insegurança e criminalidade dos bairros”, de que “ser pobre é sinal de indigência”, que visa combater “o discurso do ódio que culpabiliza e exclui”.

Das e dos candidatos do Bloco, podem contar com “rigor e transparência” e com a defesa intransigente “da democracia e do debate construtivo”, rematou.

“A Amadora é uma extraordinária lição de vida”

Catarina Martins esteve presente na apresentação da candidatura do Bloco na Amadora. A coordenadora nacional bloquista afirmou que “a Amadora tem esta coisa extraordinária: ser construída por gente que trabalhou tanto, batalha tanto e que constrói comunidade, com todas as dificuldades”.

De acordo com Catarina Martins, quem conhece bem a Amadora fala sobre “a luta, a solidariedade, a dificuldade dos dias, mas também sobre nunca desistir”.
“A Amadora é uma extraordinária lição de vida”, vincou, afirmando que “a esquerda tem de ser forte para responder a todos os problemas que temos pela frente”.

A candidatura do Bloco será “a voz da luta intransigente pela ideia da solidariedade”, assinalou.

Catarina Martins avançou ainda que “a dignidade do trabalho, do transporte, na habitação, a dignidade todos os dias em todos os momentos, no hospital, na escola, com as forças de segurança,a olhar olhos nos olhos de igual para igual, é a nossa exigência, o nosso mandato popular. É assim que construímos soluções”.

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