Alegre: “Onda está a crescer”

19 de janeiro 2011 - 2:16

Manuel Alegre disse em Vizela que a onda está em crescimento, mas deixou um alerta: “daqui até sexta-feira vão ser usados muitos instrumentos e vão ser feitas muitas tentativas para vos desmoralizar e para tentar quebrar esta onda”.

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Comício de Manuel Alegre em Vizela - Foto de Paulete Matos

Manuel Alegre esteve esta terça feira no Minho e voltou a afirmar, num jantar comício em Vizela, que um Presidente da República tem de criticar os especuladores financeiros:

“A voz do Presidente da República tem que se fazer ouvir, criticando os especuladores e criticando essa nova forma de ditadura, esse inimigo sem rosto que são os mercados financeiros e que são uma forma de opressão sobre os estados legítimos”, sublinhou.

Segundo a agência Lusa, Alegre disse também “precisamos na Presidência na República alguém que se engane, alguém que tenha dúvidas, alguém que tenha como eu próprio cometido muitos erros”, numa referência indirecta a Cavaco Silva, conhecido por ter chegado a afirmar que nunca se enganava e raramente tinha dúvidas.

O candidato salientou ainda: “Haja as manipulações que houver, haja as confusões que houver, eu sei que estamos perto da segunda volta e que a segunda volta é possível”.

Abordando o tema das sondagens e sublinhando que não as desvaloriza, Alegre lembrou a sua experiências nas eleições presidenciais de 2006:

“Uns dias antes, apareceram sondagens estapafúrdias que davam 60 e tal por cento a Cavaco Silva e davam 13 a mim. E depois ele teve 50, 5 por cento e eu fiquei a menos de 30 mil votos da segunda volta”.

Com Manuel Alegre no jantar comício em Vizela estiveram os deputados António José Seguro do PS e Pedro Soares do Bloco de Esquerda.

Na sua intervenção, Pedro Soares realçou o compromisso assumido pelo candidato presidencial de defender o Estado social e de vetar qualquer tentativa de liberalização dos despedimentos e apelou a Manuel Alegre para que incentive um regresso das pessoas à produção agrícola, para combater a desertificação e defender a soberania alimentar.