Em causa está a “eleição da democracia”

18 de janeiro 2011 - 0:39

Alegre defendeu que eleições representam “uma luta de vida e de morte para a nossa democracia tal como ela está na Constituição”. Bloco acusa Cavaco de estar ao lado de “defensores do fim do salário mínimo” e afirma que BPN é um “subproduto” do “cavaquismo”.

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“Não estou apenas a lutar contra um adversário político”, afirmou Manuel Alegre. “Este é um combate contra grandes interesses nacionais e não nacionais” que querem “tomar conta da saúde, da escola pública, da segurança social pública, através das seguradoras” e “fazer baixar os custos de produção eliminando o conceito de justa causa”. Foto de Paulete Matos.

No comício realizado em Vila Real na passada segunda-feira, Manuel Alegre defendeu que o que está em causa no próximo dia 23 de janeiro não é a sua própria eleição, mas sim a eleição da democracia.

O candidato presidencial, dirigindo-se aos presentes, afirmou que: ”Todos aqueles que se reclamam dos valores da democracia, do Estado social são candidatos à Presidência da República” e que “esta é uma luta de vida e de morte para a nossa democracia tal como ela está na Constituição”.

 “Não estou apenas a lutar contra um adversário político”, afirmou Manuel Alegre. “Este é um combate contra grandes interesses nacionais e não nacionais” que querem “tomar conta da saúde, da escola pública, da segurança social pública, através das seguradoras” e  “fazer baixar os custos de produção eliminando o conceito de justa causa”.

O candidato apelou ainda aos eleitores para que “não permitam que a direita destrua o grande sonho de tantas gerações”.

Bloco acusa Cavaco de estar ao lado de “defensores do fim do salário mínimo”

O deputado do Bloco de Esquerda Jorge Costa lembrou que “Ao lado de Cavaco Silva vão estar presentes os defensores do fim do salário mínimo”, em alusão à participação do presidente do CDS na campanha da candidatura de Cavaco Silva. “O fanatismo radical e o liberalismo extremo estão na primeira linha da candidatura da direita – são os talibãs do neoliberalismo”, adiantou ainda.

BPN é um “subproduto” do “cavaquismo”

Fernando Rosas, dirigente do Bloco de Esquerda, identificou o caso do buraco do BPN como um “subproduto” do “cavaquismo” e acusou o actual presidente da República de populismo por apostar exclusivamente na “caridadezinha de sopas para os pobres” e não defender verdadeiras políticas sociais.