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Agentes e representantes do setor cultural apresentam carta “Cultura e Futuro”

Agentes e representantes do setor cultural apresentam, na próxima terça feira, dia 19 de junho, uma carta de reflexão e ação sobre o estado da Cultura em Portugal. Esta carta será apresentada em sessão pública no Teatro São Luiz, em Lisboa, pelas 18h.
Protesto Artistas e Públicos Indignados Set 2011.

Os subscritores do documento, intitulado “Cultura e Futuro”, sublinham que, neste momento, “como resultado de uma governação abertamente hostil à ideia de serviços públicos de cultura e que usa a crise como álibi, assistimos a uma rápida e progressiva desprofissionalização no setor cultural, ao fechamento das agendas culturais e à desagregação da identidade social dos equipamentos públicos”.

“O desinvestimento do Estado, nas diversas dimensões das políticas públicas para a cultura, nega, efetivamente, o acesso dos cidadãos à cultura e desbarata o investimento feito nesta área no Portugal democrático”, adiantam ainda.

Os subscritores deste documento “afirmam a necessidade de um compromisso alargado em torno de uma ideia estratégica de cultura e de relação com a criação artística, que agregue as forças políticas, mas, sobretudo, os cidadãos enquanto primeiros destinatários de toda a atividade artística e cultural”, sendo que “este compromisso não pode deixar de incluir uma dimensão orçamental – negligenciável no cumprimento das metas de redução do défice, dada a dimensão quase nula que assume no presente – que deverá passar pela inclusão de programas específicos para a cultura no plano de investimentos que resultará da reprogramação do QREN”.

Este compromisso deverá, no entanto, segundam sublinham os subscritores, “transcender essa dimensão orçamental, conferindo prioridade à articulação de responsabilidades entre o Estado central e as Autarquias, à enunciação de prioridades no restabelecimento de um tecido criativo com um mínimo de escala e de capacidade de desenvolvimento de projetos, à definição clara de regras de gestão independente da rede pública de serviços de cultura, ancoradas numa estabilidade que permita o desenvolvimento de planos de ação plurianuais e, finalmente, à normalização das relações do Estado com os agentes independentes”.

A carta tem por promotores iniciais António Pinto Ribeiro, Raquel Henriques da Silva, José Luís Ferreira, Catarina Martins e João Salaviza, e conta com subscritores de todas as áreas e gerações, da criação à programação artísticas, da investigação à arquitetura, das bibliotecas aos museus, da música à literatura, deixando clara uma preocupação transversal da sociedade perante o vazio de políticas públicas estruturadas para a Cultura.

Entre muitas outras, o documento é subscrito por pessoas como António Capelo, Paulo Ribeiro, Luísa Costa Gomes, Miguel Lobo Antunes, João Fernandes, Isabel Worm, Salvador Santos, Jacinto Lucas Pires, Natércia Coimbra, Manuel Graça Dias, António Pinho Vargas e Jorge Custódio.

A apresentação e debate deste manifesto, que terá lugar na próxima terça feira, dia 19 de junho, no Teatro São Luiz, em Lisboa, pelas 18h, contará com a presença dos promotores e subscritores.

O texto estará presente para consulta em culturaefuturo.blogspot.com, e subscrição através do endereço culturaefuturo@gmail.com.

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