O caso de legionella em Vila Franca de Xira provocou a morte de 12 pessoas em 2014 e infetou 375 pessoas.
Segundo a Lusa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) disse que o inquérito está "em investigação e envolve recolha e análise de prova que se tem vindo a revelar como muito complexa e exames periciais igualmente de grande complexidade, alguns deles complementares a outros já realizados mas essenciais para a descoberta da verdade".
A Lusa refere que, em novembro passado, fontes do Ministério Público disseram que houve 211 queixas de lesados diretos e de familiares das vítimas.
Em novembro de 2014, o Bloco de Esquerda apontou que o governo tinha culpas no caso da legionella ao reduzir a prevenção, introduzindo alterações legislativas em 2013 que enfraqueceram a fiscalização da qualidade do ar interior e exterior.
Ainda em novembro de 2014, o Bloco de Esquerda viria a propor a reintrodução da fiscalização da qualidade do ar interior, mas o governo PSD/CDS-PP e a sua maioria viria a chumbar a proposta.
Em fevereiro passado, o Bloco de Esquerda apresentou um projeto de resolução, recomendando ao governo a “reintrodução da fiscalização da qualidade do ar interior, com a correspondente pesquisa da presença de colónias de legionella”.
Este projeto de resolução viria a ser aprovado na Assembleia da República com os votos favoráveis de Bloco, PS, PCP, PEV e PAN. PSD e CDS-PP continuaram a votar contra a reintrodução da qualidade do ar interior, apesar dos resultados dramáticos no caso de legionella em 2014, após as alterações alterações do governo PSD/CDS-PP.
A resolução aprovada pelo parlamento, foi publicada no Diário da República em 29 de março de 2016.