Greve

Administração da DS Smith Paper Viana envia GNR, trabalhadores resistem

05 de maio 2024 - 10:14

Os trabalhadores paralisaram a fábrica em luta por “aumentos salariais justos e dignos”. A administração usou a força policial para fazer entrar trabalhadores de empresas prestadoras de serviços o que o sindicato diz que “põe em causa o direito à greve”.

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Trabalhadores da DS Smith Paper Viana em greve.
Trabalhadores da DS Smith Paper Viana em greve. Foto Fiequimetal.

Entre as 16 horas dia 27 e as 23 horas do dia 30, os trabalhadores da DS Smith Paper Viana, uma fábrica de papel e embalagens propriedade de um empresa britânica, estiveram em greve por “aumentos salariais justos e dignos”. De acordo com o SITE Norte, houve “uma adesão praticamente total” e a produção ficou “parada”.

Os patrões, ainda segundo este sindicato, ameaçaram chamar a GNR mas “não demoveram os trabalhadores”. A administração acabou por concretizar a ameaça sendo que a força policial “se prontificou a defender as posições patronais”. Assim, foi feita a identificação de todos os trabalhadores que integraram o piquete de greve, num total de 35 e foram “admoestados por tentarem impedir que os trabalhadores das empresas prestadoras de serviços fossem usados para pôr em causa o direito à greve”.

Os trabalhadores acusam a empresa de deixar entre estes trabalhadores externos sem estarem garantidas condições de segurança. À Lusa, o dirigente sindical e coordenador da comissão de trabalhadores José Flores esclareceu que “a responsabilidade da segurança de instalações e equipamentos é do piquete de greve” mas a GNR tratou de ajudar a entrar os trabalhadores externos. Ainda assim, apesar da “forte presença policial, não se registaram desacatos”.

A direção sindical sublinha que neste caso “a força policial não venceu a força da razão dos trabalhadores” e que “a greve vai ser retomada às zero horas de dia 8, mantendo-se até às 24 horas de dia 11”. Os trabalhadores pretendem um aumento do salário em 4,3%, no mínimo de 150 euros e um aumento de 4,3% nas cláusulas pecuniárias que inclui subsídio de alimentação, prevenção e prémio de risco. Denuncia-se ainda que “a empresa há mais de 20 anos que está a tirar 65% do prémio de produção que devia pagar os trabalhadores”. Sobre isto já foi apresentada queixa em tribunal.