Os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, nos quais trabalham atualmente 647 trabalhadores, só assegura os serviços mínimos neste dia de Greve Geral. Na empresa, que tem a cargo neste momento a construção de um navio patrulha para a Marinha e uma reparação naval, só se encontram dois marinheiros e um bombeiro, além de uma secretária e um administrador, conforme confirma o porta-voz da Comissão de Trabalhadores, António Barbosa.
Os trabalhadores aproveitam este dia para, entre outros, contestar a reprivatização dos estaleiros, que forma nacionalizados há 37 anos a pedido dos trabalhadores e da própria administração.
O executivo do PSD/CDS-PP pretende lançar, num prazo de 45 dias, um concurso público internacional para a reprivatização total dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, existindo já seis potenciais grupos interessados na compra da empresa, entre os quais um grupo russo e um grupo chinês ligados à indústria naval.
A Comissão de Trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do castelo já teria frisado que iria fazer tudo o que estiver ao seu alcance “para impedir que isso aconteça”.
Adesão de 100% na Browning-Viana e Portucel-Viana
Segundo adianta o coordenador da União de Sindicatos de Viana do Castelo, a Browning-Viana e a Portucel-Viana, ambas com cerca de 300 trabalhadores, também estão "totalmente paralisadas", ao nível da produção.
"Nestas empresas privadas a adesão à greve é total", garantiu Branco Viana.
Segundo os responsáveis sindicais, também não foi assegurada nenhuma ligação ferroviária a Viana do Castelo nas primeiras horas da manhã.