Adesão de 100% nas três maiores empresas de Viana do Castelo

22 de março 2012 - 10:36

Os trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo aderiram massivamente à Greve Geral, mostrando desta forma a sua indignação face à intenção do governo de reprivatizar a empresa nos próximos quatro meses. Nas empresas privadas Browning-Viana e Portucel-Viana a paralisação também foi geral.

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Os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, nos quais trabalham atualmente 647 trabalhadores, só assegura os serviços mínimos neste dia de Greve Geral. Na empresa, que tem a cargo neste momento a construção de um navio patrulha para a Marinha e uma reparação naval, só se encontram dois marinheiros e um bombeiro, além de uma secretária e um administrador, conforme confirma o porta-voz da Comissão de Trabalhadores, António Barbosa.

Os trabalhadores aproveitam este dia para, entre outros, contestar a reprivatização dos estaleiros, que forma nacionalizados há 37 anos a pedido dos trabalhadores e da própria administração.

O executivo do PSD/CDS-PP pretende lançar, num prazo de 45 dias, um concurso público internacional para a reprivatização total dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, existindo já seis potenciais grupos interessados na compra da empresa, entre os quais um grupo russo e um grupo chinês ligados à indústria naval.

A Comissão de Trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do castelo já teria frisado que iria fazer tudo o que estiver ao seu alcance “para impedir que isso aconteça”.

Adesão de 100% na Browning-Viana e Portucel-Viana

Segundo adianta o coordenador da União de Sindicatos de Viana do Castelo, a Browning-Viana e a Portucel-Viana, ambas com cerca de 300 trabalhadores, também estão "totalmente paralisadas", ao nível da produção.

"Nestas empresas privadas a adesão à greve é total", garantiu Branco Viana.

Segundo os responsáveis sindicais, também não foi assegurada nenhuma ligação ferroviária a Viana do Castelo nas primeiras horas da manhã.