Na sequência de uma visita ao centro de processamento de resíduos da ilha das Flores, o Bloco de Esquerda dos Açores denunciou o que considera ser “uma situação caótica de acumulação de resíduos sólidos urbanos devido aos condicionamentos na operacionalidade dos navios que realizam o seu escoamento”.
Por causa disto, esta quinta-feira, os deputados do Bloco Açores enviaram um requerimento ao Governo Regional “de modo a determinar se esta situação é do conhecimento do executivo açoriano e que diligências serão tomadas para garantir o escoamento regular dos RSU e prevenir o seu ressurgimento”.
Os bloquistas explicam que “a acumulação de resíduos cobre o pavilhão e a área envolvente, o que dificultará o trabalho da Resiaçores – empresa responsável pelo tratamento dos resíduos urbanos –, que muito em breve terá dificuldades em acomodar a entrada de mais resíduos”. Sendo assim, é “necessário que sejam enviadas cerca de 1700 toneladas (105 contentores) de RSU propenso a crescimento de baratas, larvas e lixiviação”.
Acrescenta-se que “desde o dia 10 de fevereiro que não é expedido qualquer refugo e já se encontram 180 fardos (15 contentores) prontos a embarcar, assim como 250 toneladas (25 contentores) de resíduos em espera para sair da ilha” e que “desde a passagem da Tempestade Efrain que a operacionalidade dos navios que fazem o abastecimento, no Porto comercial de Lajes das Flores, se encontra bastante condicionada devido à destruição do que restava do antigo molhe cais”.
Os deputados regionais do partido consideram que “devem ser tomadas medidas urgentes que garantam a saída prioritária dos resíduos recicláveis de modo que estes não sejam infestados por eventuais pragas existentes no refugo, quando este for retirado das instalações do centro de processamento de resíduos”. É, ainda, “preciso resolver esta situação o mais breve possível, uma vez que no mês de junho está prevista a entrada de mais de 200 toneladas de resíduos”.