No momento em que “o sistema capitalista e extrativista em que vivemos está a afundar-nos numa crise civilizacional que deriva da sua incapacidade de aceitar limites e suplantar a sua natureza predadora”, a “complexidade e gravidade ligada à criação de crises constantes, que agravam as injustiças, as desigualdades e a exploração, são inevitáveis”, lê-se na convocatória da iniciativa.
“Perante esta rotina sempre muito justificada, mas pouco justificável, somos empurradas para uma espécie de “normalização de uma realidade adaptada a estas crises”. As lutas começam a parecer cada vez mais particularizadas e afastadas umas das outras”, continuam os ativistas.
Perante esta realidade, inúmeras organizações do movimento pela Justiça climática e centenas de pessoas juntam-se no 8º Encontro Nacional pela Justiça Climática (ENJC), enquanto “espaço de partilha de conhecimento e experiências”, onde se dão a conhecer “as lutas que enfrentamos, as pessoas que as travam e as soluções e caminhos por percorrer”.
“Este será um espaço para conhecer e escolher como te podes envolver nos próximos passos do movimento pela justiça climática em Portugal”, explicam os ativistas.
O 8º Encontro Nacional pela Justiça Climática, para o qual te podes inscrever aqui, vai realizar-se no Departamento de Física e Student Hub da Universidade de Coimbra a 10 e 11 de fevereiro e é co-organizado por AmbientalIST, ClimaçãoCentro, Climáximo, EcoMood, Greve Climática Estudantil, Sciaena, ProTejo, Último Recurso, Um Coletivo, UMAR, Youth Climate Leaders, Zero e conta com o apoio de : Centro de Estudos Sociais, Coopérnico, EcoPsi, IMVF, M.A.E., Já Marchavas, Linha de Fuga, PTRevolution, Scientist Rebellion.
