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15 países expulsam diplomatas russos

Na sequência da tentativa de assassinato do antigo espião Sergei Skripal, no Reino Unido, 14 países anunciam que expulsarão diplomatas russos. Rússia nega responsabilidade no ataque.
Vladimir Putin está há 18 anos à frente da Rússia e voltou a vencer as eleições presidenciais na semana passada com 76,69% dos votos.
Vladimir Putin está há 18 anos à frente da Rússia e voltou a vencer as eleições presidenciais na semana passada com 76,69% dos votos. Foto de www.kremlin.ru.

Na cimeira europeia de sexta-feira, 23 de março, vários países manifestaram apoio ao Reino Unido pelo ataque, que Londres diz ter sido levado a cabo pela Rússia com uma poderosa arma química, e informaram ainda que irão expulsar diplomatas russos do seu território – Estados Unidos, França, Polónia, Alemanha, Irlanda, Holanda, Estónia, Lituânia, Letónia, Bulgária, República Checa e Dinamarca.

De acordo com a BCC, esta segunda-feira, Riga, Vilnius, Talin e Varsóvia chamaram os embaixadores russos aos seus ministérios dos Negócios Estrangeiros. O primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenkovic, anunciou que iria declarar um diplomata russo “persona non grata”. Os Estados Unidos anunciam que expulsarão 60 diplomatas e a Ucrânia, em conflito com a Rússia desde a anexação da Crimeia por Moscovo em 2014, anunciou que expulsará 13 diplomatas. Através do presidente da república, Petro Poroshenko, a Ucrânica pediu também um aumento da pressão sobre a Rússia sob a forma de sanções financeiras e económicas. Por sua vez, a Áustria já afirmou que não põe a hipótese de expulsar diplomatas.

A Rússia nega qualquer responsabilidade no ataque e já avisou que responderá “de modo proporcional”. Maria Zakharova, porta-voz russa, condenou a União Europa pela sua “interpretação pervertida de solidariedade” para com o Reino Unido.

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