A fortuna da maioria destes grupos empresariais assenta-se em operações no estrangeiros. “Todos têm negócios fora do país, são grandes empresas a nível internacional e grande parte da riqueza é feita no exterior”, afirma o economista João Cerejeira, citado pelo JN.
A família Amorim, a mais rica de Portugal – com uma fortuna avaliada em 4502 milhões de euros – tem ativos financeiros, imobiliários e turísticos espalhados por mercados como Angola, Moçambique ou Brasil. A participação de 33,3% na Galp é a sua força motriz, consolidando a sua internacionalização, já que marca presença em 11 países e emprega mais de seis mil pessoas.
Os 3419 milhões de euros da família Soares dos Santos empregam 76 mil pessoas na Polónia e na Colômbia. Em Portugal, o negócio da Jerónimo Martins garante mais de 32 mil empregos, a que somam mais 1200 postos de trabalho espalhados por outras atividades em território nacional da segunda família mais rica.
A família Silva Ribeiro tem forte presença em Angola e no Brasil. Com uma fortuna avaliada em 1401 milhões, o grupo tem negócios principalmente na banca e no imobiliário.
O património de Vasco de Mello e família, o quarto mais rico de Portugal, atinge os 1179 milhões. Os seus negócios concentam-se em Portugal, onde emprega 12 650 trabalhadores, e mais 29 no exterior.
A família Queiroz Pereira emprega 4551 pessoas em Portugal. Com uma fortuna avaliada em 1129 milhões, tem 1798 trabalhadores no estrangeiro.
Já Manuel Violas e Rita Violas e Sá (889 milhões de euros) têm um universo de mais de três mil profissionais nas suas empresas.
Com uma fortuna de 822 milhões, a família Luís Vicente criou cerca de de 5000 empregos.
José Neves, que detém a Farfetch e uma fortuna de 689 milhões, optou por Portugal para instalar o centro de operações da empresa distribuidora de produtos de luxo. No país, tem 1700 colaboradores, de um total de três mil.
Fernando Pinho Teixeira, que encerra a lista dos dez mais ricos (612 milhões), cria cerca de 1240 postos de trabalho, mais de 900 dos quais em Portugal.