Cerca de 500 pessoas participaram neste sábado na 6.ª Marcha do Orgulho LGBT do Porto, numa manifestação pela igualdade de direitos que atraiu um público vasto e abrangente. Segundo Raquel Barbosa, porta-voz da organização da marcha, a marcha teve público interessado em participar de todas as esferas - crianças, adultos, idosos e muitos heterossexuais.

Para Raquel Barbosa já foram dados passos para a igualdade de direitos, mas “as reivindicações não acabam com o casamento homossexual. No que respeita à adopção, por exemplo, as coisas ainda não estão definidas”, disse à agência Lusa.
“Já marchamos há muitos anos, mas vamos marchar muito mais, porque ainda há muito para reivindicar”, garantiu.

Entre as faixas exibidas podia-se ler: “Rejeita a austeridade, abraça a igualdade”. João Paulo, também da organização e fundador do PortugalGay.pt, disse à Lusa que “esta austeridade no comportamento social e socioeconómico vai afectar muito mais directamente as minorias do que o restante da população”, pelo que importa sensibilizar a sociedade para as questões ligadas aos direitos LGBT.
A comissão organizadora da Marcha do Orgulho LGBT do Porto inclui o Caleidoscópio LGBT, o GIS, Grupo Identidade XY, o Bloco de Esquerda, a Juventude Socialista, Panteras Rosa, Partido Humanista, Poly-Portugal, Ponto Bi, PortugalGay.pt, Rede PJIOMH, SOS Racismo, e a UMAR.