No seu manifesto, os organizadores da Marcha do Orgulho LGBT no Porto (MOP) rejeitam uma sociedade opressora, a hipocrisia e a tacanhez, o preconceito e a violência, a austeridade, e abraçam a igualdade.
Estarão na rua para manifestar o seu orgulho, “exigindo nada menos que o reconhecimento” dos seus direitos, independente da sua orientação sexual, identidade de género, sexo, idade, etnia, convicções religiosas e condição social.
Actualmente, e segundo o site da MOP, a Comissão de Organização da marcha no Porto integra as seguintes organizações: Bloco de Esquerda, Caleidoscópio LGBT, Grupo Identidade XY - Sindicato unificado da Polícia, Juventude Socialista, Panteras Rosa - Frente de Combate à LesBiGayTransfobia, GIS - Grupo de Intervenção Solidário, Poly-Portugal, Ponto Bi, PortugalGay.pt, REDE - Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens, SOS Racismo, UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta.
Batalha de Stonewall
A origem das marchas de Orgulho LGBT remonta às manifestações Stonewall. No início da manhã de 28 de Junho de 1969, a população LGBT decidiu reagir à constante perseguição policial, sendo que o bar Stonewall Inn – mais conhecido por Stonewall –no bairro Greenwich Village de Nova York, foi o palco deste acontecimento histórico. A chamada Batalha de Stonewall, que se prolongou por quatro dias, foi considerada a primeira manifestação organizada de cidadãos LGBT contra o preconceito.
As marchas de orgulho LGBT surgiram para recordar esse evento e como afirmação da sua identidade, da sua história de resistência e combate à homofobia e como celebração da diversidade sexual e comemoração da luta pelos direitos LGBT.