“É preciso reforçar a esquerda que vai à luta e procura a convergência”

27 de setembro 2013 - 14:49

João Semedo declarou, nesta sexta-feira durante uma arruada em Loures, que as sondagens “ confirmam que o governo e os candidatos do PSD e do CDS vão ter uma grande derrota”. O candidato à Câmara de Lisboa sublinhou que “a esquerda está a crescer” e apelou ao reforço da “esquerda que vai à luta e procura a convergência de toda a esquerda”.

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João Semedo declarou, nesta sexta-feira durante uma arruada em Loures, que as sondagens “ confirmam que o governo e os candidatos do PSD e do CDS vão ter uma grande derrota”

O coordenador do Bloco participou nesta sexta-feira numa arruada no concelho de Loures, acompanhado por Jorge Costa, candidato do Bloco à câmara daquele concelho.

Segundo a agência Lusa, João Semedo declarou à comunicação social que espera uma "enormíssima derrota" dos partidos do governo (PSD e CDS-PP) nas eleições de domingo, pelo que na segunda-feira, na ressaca do sufrágio, o Governo estará "mais próximo de ser demitido".

"As derrotas só enfraquecem, não dão saúde a ninguém. Presumo que no dia 30 [segunda-feira] o Governo estará mais fraco, muito mais fraco, muito mais próximo de finalmente ser demitido", frisou o coordenador do Bloco.

João Semedo salientou também que “a esquerda está bem nas sondagens” e apelou ao voto na esquerda “que não se resigna”, “que combate”, “que procura o diálogo, a convergência e a união de toda a esquerda” e que “rejeita os consensos com a troika, os consensos em torno da austeridade”. Semedo sublinhou que as “sondagens mostram um Bloco de Esquerda a crescer e forte”.

Questionado sobre a lei do PSD e do CDS-PP das 40 horas de trabalho para a função pública, o coordenador do Bloco afirmou que “é uma brutalidade aumentar a carga do trabalho dos funcionários públicos, reduzindo o seu salário”, considerando que essa lei “viola a Constituição”.

A concluir, João Semedo frisou ainda: “Sucessivas decisões do governo são claramente não só contra o país, contra os trabalhadores, contra os portugueses, mas também contra a Constituição. Este governo dá-se mal com a Constituição, e como sabemos dá-se mal com a verdade”.