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Na semana passada trouxe o 1.º Ministro ao debate quinzenal, depois da manifestação de 2 de março. A mesma indiferença gelada de sempre perante a voz da rua e o mesmo radicalismo ideológico: o aumento do salário mínimo entendido como um bloqueio à criação de emprego (ao que o profeta- ministro sombra, António Borges, aplaudiu e entusiasmou-se: o melhor seria mesmo baixar todos os salários).

Cecília Honório

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, acusou, esta segunda feira, o governo de “secar a economia em nome das finanças” e frisou que “não é verdade que alguma vez paguemos a dívida por este caminho”, já que “com uma economia sempre a afundar e com uma dívida sempre a aumentar a dívida nunca será paga”.

O Bloco propôs hoje a atualização do salário mínimo para 533 euros, respeitando o acordo de concertação de 2006 e a inflação, e que seja garantido fornecimento de água e energia a quem está abaixo do limiar da pobreza.

O Bloco propôs hoje a atualização do salário mínimo para 533 euros, respeitando o acordo de concertação de 2006 e a inflação, e que seja garantido fornecimento de água e energia a quem está abaixo do limiar da pobreza.

Helena Pinto diz que não pode haver uma distinção entre os alunos que estudam no território nacional e os que estudam fora do território nacional, e defende a gratuitidade. Sindicato afirma que muita gente não vai pagar a propina estabelecida em 100 euros.

Em visita à Universidade de Aveiro, integrada nas jornadas parlamentares, que decorrem no distrito até terça-feira, os deputados do Bloco de Esquerda voltaram a propor a amnistia para estudantes universitários com propinas em atraso por dificuldades económicas e um novo estatuto trabalhador-estudante.

Produto Interno Bruto de Portugal caiu 3,2% em 2012, puxado para baixo pela queda do consumo interno, ao mesmo tempo que as exportações desaceleravam. Bloco diz que se trata da confirmação do desastre e que "Um governo que nos diz que tem mais quatro mil milhões de euros para cortar, é um governo que não percebe o que está a acontecer ao país".

Um grupo de cientistas norteamericanos publicou um estudo na revista Science a confirmar que a subida das temperaturas no último século não teve precedentes nos últimos milénios. 

Na sessão pública organizada pelo Bloco no Porto, João Semedo voltou a defender a demissão do Governo e o reforço das esquerdas, mas também avisou o PS que "não se pode estar do lado da oposição e ao mesmo tempo da austeridade" e do memorando da troika. 

Em reação ao texto publicado por Cavaco Silva, Ana Drago lembrou o contraste do discurso de posse, quando o PR dizia haver "limites para os sacrifícios", enquanto "hoje não se ouve a sua voz". "Palavras de circunstância não são suficientes", pois "é preciso perceber o contexto social", diz a deputada bloquista.

Depois de ter quebrado o silêncio para dizer que têm de ser ouvidas as vozes dos manifestantes que a 2 de Março exigiram a demissão do Governo e o fim do memorando da troika, Cavaco Silva escreveu um texto a elogiar os benefícios do "consenso" entre os partidos pró-troika e a repetir os cenários catastrofistas sobre as alternativas ao desastre económico e social em que o país vive.  

As buscas judiciais a várias sedes bancárias, por suspeita de infrações à lei da concorrência que o Banco de Portugal diz desconhecer, voltam a pôr em dúvida o funcionamento do sistema bancário português. O Bloco já requereu a audição, com caráter de urgência, de Manuel Sebastião no Parlamento.

Catarina Martins reuniu com sindicatos, Comissão de Trabalhadores e administração da RTP e saiu "profundamente preocupada" por verificar que "o Governo não tem nenhum projeto para a RTP". A coordenadora bloquista defende que Miguel Relvas seja afastado do processo de reestruturação da RTP.

Francisco Louçã declarou em entrevista: “Todas as medidas recessivas que estão a ser discutidas com a troika agora – cortar mais nas pensões, voltar a reduzir mais meio mês ou um mês nos trabalhadores da função pública ou baixar os salários por via do aumento de impostos – só têm um caminho e só têm uma consequência, que é aumentar a recessão”.

A declaração do primeiro ministro sobre o desejo de cortar o salário mínimo "não foi um deslize", como se pretende fazer crer; é, pelo contrário, uma consequência da política do governo, porque "não tem havido outro fator de ajustamento na economia portuguesa" desde a intervenção da troika, denunciou Marisa Matias no programa Conselho Superior da Antena Um.

O Parlamento aprovou por unanimidade quatro votos de pesar pela morte de Hugo Chávez. No voto que apresentou, o Bloco refere que “os ganhos de democracia e combate às desigualdades sociais são testemunho do legado Hugo Chávez” e salienta que o falecido presidente “foi elemento central para o aprofundamento das boas relações entre Portugal e a Venezuela”. Os coordenadores do Bloco enviaram condolências ao povo e governo venezuelanos.

Foi constituída uma coligação entre seis partidos para as próximas eleições autárquicas no Funchal. Denomina-se “Mudança – PS, BE, PND, MPT, PTP e PAN”, estabelece como objetivos “a mudança política”, “reforçar a participação” dos cidadãos nas decisões, e “executar um programa político de desenvolvimento do município”. A coligação declara-se disponível à adesão de outras forças políticas.

A EL-Fem (rede feminista do partido da Esquerda Europeia) toma posição contra a degradação das “ condições de vida provocada pela crise capitalista e pelas regras do patriarcado nos nossos países”, rejeita “o desmantelamento do Estado Social, que atinge maioritariamente as mulheres” e afirma a luta “por uma Europa socialista e feminista, com justiça social e de género”.

O Bloco de Esquerda promove o colóquio “Desigualdade e Pobreza”, que decorrerá no dia 16 de março em Lisboa, no Fórum Lisboa (antigo cinema Roma). O colóquio, com entrada livre, terá a participação de investigadores e especialistas da universidade portuguesa e começará às 10h.

Neste dia 8 de Março, o Bloco apresenta três projetos a debate na AR: a majoração do subsídio de desemprego e do subsídio social de desemprego para famílias monoparentais; o reforço da autonomia e representatividade das organizações não-governamentais de mulheres; a recomendação ao Governo para o "o alargamento da proteção na parentalidade, eliminando fatores discriminatórios".