Nunca como nos últimos meses a saúde mental teve tanta relevância mediática e atenção política, importa que não fique no papel a reconhecida prioridade que, finalmente, todos dizem ter. Por Ana Matos Pires.
Se se ficar apenas pelas renovadas juras de prioridade sem nunca se concretizar nada, o futuro próximo será muito difícil. Teremos uma vaga de doença mental sem recursos para a enfrentar. Por Moisés Ferreira.
É de prever que os impactos da pandemia na saúde mental cresçam nos próximos meses, sobretudo com o aumento do desemprego e da crise económica. Por Ana Paula Freitas.
Ordem dos Psicólogos alerta que “o aumento dos problemas de Saúde Mental provocados pela crise pandémica e pela crise socioeconómica torna expectável um aumento da procura dos serviços e cuidados” nesta área e que, “em termos de resposta, a situação em Portugal não é a mais favorável”.
Criado em 2019, o Manicómio é um espaço de criação e galeria de Arte Bruta que promove trabalhos desenvolvidos por artistas com doenças mentais. Facilitar “o caminho da inclusão” e incentivar a empregabilidade são alguns dos seus objetivos.
Portugal é um dos países europeus com maior prevalência de doenças psiquiátricas. Ainda assim, contamos com uma fraca resposta pública nesta área. Com a covid-19 e o agudizar da crise socioeconómica, urge garantir os recursos necessários para dar resposta à população. Dossier organizado por Mariana Carneiro.