Política

No comunicado da décima avaliação, o FMI considera que em Portugal é preciso continuar o programa de empobrecimento, quer “maior flexibilidade no mercado de trabalho”, ou seja, retirar mais direitos a quem trabalha, quer ainda que seja mais redução das despesas sociais do Estado e a “racionalização da administração pública”.

No mesmo dia em que o Eurostat prevê um aumento de quase 10% da dívida pública em 2014, o primeiro-ministro congratulou-se por ver hoje o país "a viver mais de acordo com as possibilidades da nossa economia" e agradeceu à troika pela nova realidade.

Para o Bloco de Esquerda, a emissão de dívida a dez anos a juros acima dos 5,1% mostra que os mercados não correspondem ao cenário milagroso que o Governo tem apresentado da economia portuguesa. Na Grécia, os juros a dez anos caíram para 7,2% e o Governo de Samaras já promete “regressar aos mercados”.

Ministro Poiares Maduro reconhece que o atraso na obtenção do financiamento bancário por parte da administração da RTP foi uma das razões para o aumento da taxa, que passou de 2,25 para 2,65 euros. Aumento ajudou a "acomodar esse atraso de financiamento bancário", admitiu.

Militantes debatem o “Manifesto do Bloco de Esquerda para as eleições europeias” e o “Trabalho de direção, organização de base e intervenção do partido nos problemas locais”. Debate prévio consta de quatro boletins.

O coordenador do Bloco de Esquerda João Semedo afirmou esta segunda-feira que “o governo e o ministro Paulo Macedo estão a desfigurar e descaracterizar o Serviço Nacional de Saúde”, assegurando que “o Bloco vai responsabilizá-los por isso dentro e fora do parlamento”.

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Apesar de ter ao seu dispor dez secretárias pessoais, nove auxiliares e doze pessoas a prestar apoio técnico-administrativo na residência oficial de S.Bento, o gabinete do primeiro-ministro defende a necessidade deste contrato pela “ausência de recursos próprios”.

Catarina Martins acusou o governo de querer impor no pós-troika “mais 15 ou 20 anos a cortar salários, de precarização do trabalho, a cortar reformas e a desmantelar a escola pública e o SNS”, sublinhando que “não será de privatizações porque, nessa altura, nada irá existir para privatizar”.

O coordenador do Bloco de Esquerda acusou o ministro da Saúde, Paulo Macedo, de “dar cobertura” ao administrador do centro hospitalar do Algarve (CHA), Pedro Nunes, e responsabilizou ambos pela degradação da saúde no Algarve. Ordem dos médicos quer inspeção ao CHA.

Bloquistas de Vila Real e Guarda acusam executivo do PSD/CDS-PP de “tornar a vida insuportável no interior do país, aumentando a situação já dramática de desertificação humana". Vários municípios já anunciaram a apresentação de providências cautelares. Bastonária da Ordem dos Advogados apela a “sobressalto cívico”.

A deputada Mariana Mortágua considerou o relatório final da comissão de inquérito parlamentar aos swaps “um exercício descarado de branqueamento da atuação do governo neste processo e sobretudo da relação do governo com o mercado financeiro”. Porque “entre os lucros e as pessoas, os mercados financeiros escolhem sempre os lucros”.

O Bloco de Esquerda apresentou esta quinta-feira um projeto de lei onde pede que a mutilação genital feminina seja classificada como um crime público, declarando-se otimista sobre a aprovação do documento no parlamento.

Novos cursos superiores terão a duração de apenas dois anos e destinam-se a jovens com mais de 18 anos que tenham terminado o secundário ou a quem falte apenas uma disciplina para terminar o 12.º ano. Fenprof exige que projeto seja submetido a discussão pública e afirma que “está por provar que meias licenciaturas sejam iniciativas de interesse para a educação”.

Novos cursos superiores terão a duração de apenas dois anos e destinam-se a jovens com mais de 18 anos que tenham terminado o secundário ou a quem falte apenas uma disciplina para terminar o 12.º ano. Fenprof exige que projeto seja submetido a discussão pública e afirma que “está por provar que meias licenciaturas sejam iniciativas de interesse para a educação”.

Em entrevista à Lusa, o antigo bispo das Forças Armadas diz que "se nas eleições europeias o arco governativo não for devidamente representado em votação tem de tirar as conclusões". E sublinha: "Quando começamos a ver tanto sofrimento é preciso eleições".