Falando aos deputados da comissão para a Ética, Cidadania e Comunicação esta terça-feira, o ministro Adjunto e Desenvolvimento Regional disse que foi o atraso na obtenção do financiamento bancário que levou o governo a aceitar o aumento da taxa da contribuição para o audiovisual (CAV).
O ministro Miguel Poiares Maduro afirmou que o plano de desenvolvimento e redimensionamento (PDR) da RTP prevê uma "redução de aproximadamente 22 milhões de euros em recursos humanos", mas que a forma "como será progressivamente obtida é algo dependente do financiamento bancário que a empresa tem vindo a procurar obter com dificuldades".
Conselho de Administração atrasou-se, portugueses pagam
O ministro admitiu mesmo que "o atraso na obtenção do financiamento bancário [por parte da administração da RTP] foi uma das razões que nos levou a aceitar a atualização do aumento da CAV", que "não sendo a única [forma de financiamento] e não sendo suficiente" ajudou a "acomodar esse atraso de financiamento bancário", explicou.
E insistiu, em relação ao financiamento, que "a empresa terá de o encontrar para conseguir cumprir com o plano de desenvolvimento e redimensionamento".
A taxa de contribuição audiovisual passou a ter um valor de 2,65 euros, acima dos 2,25 euros anteriores, para financiar a RTP, uma vez que a empresa deixou de receber indemnização compensatória.
“Não trabalha puto”
Questionado sobre se houve um estudo prévio para definir o valor taxa, Poiares Maduro disse que este foi "fixado com base no estudo e na preparação do orçamento por parte do Conselho de Administração".
Recorde-se que, recentemente, o presidente desse mesmo Conselho de Administração, Alberto da Ponte, disse em entrevista à Notícias TV, que “há gente na RTP que não trabalha puto”.