O relatório do FMI com a sua análise à oitava e nona avaliações do programa de ajustamento estrutural da economia portuguesa é um manifesto pela austeridade perpétua.
Um ano de lei das rendas que é desanimador: as pessoas ficaram mais pobres e o direito à habitação ainda mais difícil. A única coisa que nos pode dar ânimo é lutar pela revogação da lei que tem condições de acontecer com a queda deste governo.
A Troika, ao mesmo tempo que diz que o excesso de austeridade é mau para a economia, exige da coligação de direita/extrema direita nacional o contínuo aumento da mesma em Portugal.
Em nome de uma suposta “liberdade de escolha” vão roubando o futuro a milhares de crianças e negando-lhes o direito à dignidade social. Vão sobretudo, espezinhando a liberdade destas crianças que só o direito à educação em igualdade de circunstâncias pode oferecer.
As diretas não são só um fútil concurso de beleza ou a porta aberta a jogos financeiros clandestinos. São uma campanha para forçar a esquerda a virar ao centro e à direita.
“Temos uma mensagem muito simples para os Estados Unidos: Como justificam matar uma avó? De que modo isso nos torna mais seguros?” questiona Mustafa Qadri, autor de um novo relatório da Amnistia Internacional.
A menos Estado social, mais Estado penal e punitivo. Hoje, na Catalunha, lutar contra os despejos, os despedimentos, os cortes na saúde e na educação... é tipificado de delinquência e, portanto, suscetível de ser espiado, denunciado e penalizado.
A receita do FMI e da Comissão Europeia já mostrou o que vale. Esta receita eterniza a crise e torna-nos um país mais pobre, mais dependente, mais desqualificado. Que tal ouvir então atentamente a proposta da OIT?
O capítulo da Segurança Social do guião da reforma do Estado aponta condições para uma reforma desequilibrada e para um Estado pior, que a ser concretizada, contribuirá para a insustentabilidade social, económica e financeira da Segurança Social.