A venda do BPN aos angolanos do BIC foi uma venda de favor, uma pechincha, um negócio entre amigos. A venda do Efisa por este valor é mais uma confirmação dessa borla oferecida por Passos Coelho, Paulo Portas e Maria Luís Albuquerque.
Misturando, em doses bem medidas, ilusão política sem chão e resignação sem alma ao que está, Centeno antecipa com essa mistura o que se pode e não pode esperar de um Governo do PS.
O debate sobre o acesso público ao museu não termina quando conseguirmos assegurar a entrada de todos os cidadãos portugueses nos museus. Começa exatamente aí, depois de entrar, até onde podemos ir?
Depois de 4 de Outubro, o futuro ministro da saúde não deixará de nos dizer qual a dívida escondida deixada pelo actual ministro... Não vai ser muito diferente da que Paulo Macedo "recebeu" do governo do PS e de que tanto se queixou!
A recusa europeia de uma solução decente e não humilhante para a Grécia esteve sempre ligada à ânsia hegemónico-dominadora da Alemanha e ao medinho ibérico de que forças políticas nacionais de esquerda pudessem, perante uma vitória negocial do Syriza, ganhar terreno nas eleições legislativas, daqui a uns meses.
É hoje relativamente claro que o valor de venda do Novo Banco não compensará o montante injetado pelo Estado, ou melhor, emprestado pelo Estado ao Fundo de Resolução, ou seja, aos bancos.
Num artigo de opinião publicado no “Jornal de Barcelos”, o deputado municipal do PS, Nelson Brito, apelida o Bloco de Esquerda local de demagogo por apresentar na AM uma recomendação à Câmara para apoio económico e social às famílias carenciadas a quem lhes tem sido cortado o abastecimento de água por falta de pagamento.
Quando já não tínhamos dúvidas nenhumas sobre a crueldade dos programas que apadrinharam, PSD e CDS chegaram agora ao clímax ao apresentarem propostas para os próximos quatro anos.
Passos, que encheu o peito para dizer que está “a lutar por abril” e que “tem a chave do futuro” na mão, assume-se agora como o grande defensor do “Estado Social”. Solte-se uma gargalhada.
A privatização da EMEF parou, o secretário de Estado saiu derrotado, o governo teve de recuar, mas como o homem não é de desistir, já elaborou outro plano, agora com uma boa dose de vingança: 270 postos de trabalho têm de ser eliminados.
A “devolução” é simplesmente uma cobrança no próximo ano que é um pouco menor do que no ano corrente. Portanto, não se recupera nada, nada é devolvido, o que é cobrado é que é um pouco menor. Se for. Se as contas estiverem certas e se os votinhos se portarem bem, entenda-se.
Falta inteligência aos governantes para perceberem que são áreas importantíssimas para o desenvolvimento do ser humano – não se trata de formar artistas, mas sim cidadãos mais informados a nível das linguagens estéticas, teatrais e expressivas.