Tornou-se tema de debate nos Açores a proposta de criação de círculos regionais para as Regiões Autónomas, nas eleições para o Parlamento Europeu (PE).
O governo quer ir além das metas de Bruxelas, por isso prefere ter mil milhões de folga orçamental a investir no reconhecimento das carreiras ou a reforçar o SNS. Felizmente, a Anita não precisou de uma consulta.
Haverá quem desconfie que faltou ambição e até cuidado na preparação desta mudança tão importante, tão tardia e que parece tão improvisada, com Centeno logo a alegrar a festa com o seu inevitável “não há mais dinheiro”.
O facto de o marido ser ministro impede a mulher de ser chefe de gabinete de um secretário de Estado noutra área (ou vice versa), a resposta sensata é não.
Enquanto PS e PSD trocavam acusações tonitruantes sobre o parentesco dos membros dos gabinetes, preparavam um entendimento que surpreendeu os que acreditaram que as juras de amor à transparência eram, desta vez, para levar a sério.
Quando no ano passado o Governo Regional anunciou a reforma do setor público empresarial regional (SPER), o Bloco de Esquerda alertou para a necessidade de se proteger os postos de trabalho e os direitos dos trabalhadores das empresas públicas.
A proposta inicial da Comissão Europeia não continha o artigo 13. Se ele chegou à versão final foi pela força do lobby da indústria. Não só os criadores não saem protegidos, como se cria uma internet cheia de exclusões.
Depois de meses de trabalho parlamentar sobre um pacote legislativo de combate à corrupção, PS e PSD acertaram à última hora as escapatórias que garantam a intocabilidade de alguns interesses poderosos.
Na proposta que o Governo fará do Programa de Estabilidade perceberemos para que lado António Costa pendeu: se para o eleitoralismo de apresentar uma meta de défice zero ou para a sensatez de colocar esse dinheiro onde ele faz mesmo falta.