Do que fala o título desta crónica é mesmo de Portugal e dos dois sistemas – esses sim, contrastantes – que aqui coabitam em matéria de direito a uma autorização de residência. Gold para ricos, da cor da suspeita para pobres.
Ao fim de sete meses e quatro dias de greve, os trabalhadores sem papéis da Chronopost Alforteville conseguiram obter colectivamente o direito de residência. Tratou-se, na realidade, de um dois em um: uma vitória política e sindical.
Existem todas as razões para reforçar as medidas destinadas a limitar as práticas abusivas da Banca (privada mas também, e especialmente, pública) e aumentar a transparência.
No atual estado de desenvolvimento global, a justiça social não poderá existir sem um sistema económico com base na sustentabilidade dos ambientes e ecossistemas.
É uma utopia regressiva já que cria uma imagem idílica e falsa do passado. É instrumental para a extrema direita, mas também alimenta outros discursos políticos.
Quando fazemos o balanço de dois anos de mandato do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal de Lisboa e, por isso, não podíamos deixar de falar dos maiores problemas da cidade: a crise na habitação e a mobilidade.
O Ministro do Ambiente concordou com a inclusão de uma taxa sobre a indústria da celulose e da florestal intensiva. Essa simples resposta a uma pergunta minha gerou algumas críticas.
Apesar de a contragosto, o PS não se conseguiu limitar a discutir com o PCP, mais algum voto de oportunidade, foi forçado a tratar de questões orçamentais essenciais com outros partidos, incluindo aquele que queria excluir.
Sobre Portugal pairam ameaças similares às que se materializam na Austrália e as reformas florestais coladas a cuspo não aguentarão o mais ligeiro abanão.