O Japão ordenou hoje a retirada dos seus navios do Ocenano Índico, que forneciam combustível às forças americanas destacadas no Afeganistão. O governo não conseguiu prolongar a missão militar pois o principal partido da oposição, que tem maioria no Senado, defendeu que o Japão não deve participar nas "guerras americanas".
O apoio às forças dos EUA só foi possível graças a uma legislação especial aprovada depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001, já que os japoneses são oficialmente pacifistas desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Mas a validade desta lei expirou ontem, e o Partido Democrático opôs-se no Senado à pretensão do Governo de a prolongar.
Ichiro Ozawa, líder da oposição, do Partido Democrático do Japão (DPJ), já garantiu que não aceitará nenhuma iniciativa do governo de Fukuda até que ele convoque eleições antecipadas.
O primeiro-ministro, Yasuo Fukuda declarou que fará "o possível" para retomar a operação por considerar o terrorismo "um desafio contra as sociedades livres".
Segundo fontes do Ministério da Defesa japonês, citadas pela AFP, durante os seis anos de missão no Oceano Índico, o Japão realizou 794 operações de abastecimento, fornecendo mais de 484 mil quilolitros de combustível a navios de 11 países, entre eles Estados Unidos, França, Reino Unido e Paquistão.