Foi hoje lida a sentença do julgamento sobre os atentados do 11 de Março, em Madrid, tendo absolvido 7 dos 28 acusados e condenado 3 deles a penas de 40 anos de cadeia. Ficou provada a ligação à rede Al-Qaeda e excluída, por unanimidade do júri, qualquer relação com a ETA. Dois dos acusados foram condenados a mais de 40 mil anos de prisão, ainda que o cúmulo jurídico previsto na lei do espanhol preveja que sejam cumpridos 40 anos de prisão efectiva. Além destes dois acusados (por 191 homicídios concretizados e mais de 1900 tentados), também o cidadão que vendeu ao grupo islamista os explosivos necessários para a explosão foi condenado a 40 anos de cadeia.
Além destes 3 acusados, outros 18 foram condenados a penas de prisão, tendo sido absolvidas 7 das 28 pessoas que enfrentaram o tribunal, incluindo "O Egípcio", tido ao longo do processo como um dos estrategas da operação, mas cujo envolvimento na acção terrorista não foi considerada provada pelo tribunal.
Particularmente relevante foi o esclarecimento categórico do tribunal em relação à inexistência de qualquer relação entre este atentado e a organização basca ETA, ao contrário do que tinha sido amplamente difundido pelo governo de Aznar logo após as explosões na estação de comboios de Atocha, em Madrid.
Julgamento de Madrid confirma que Aznar mentiu sobre a ETA
31 de outubro 2007 - 13:18
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