Os maquinistas dos comboios alemães paralisaram nesta quinta feira, entre as 2 e as 11 horas locais. A greve foi convocada pelo principal sindicato dos maquinistas que exige aumentos salariais de 31 por cento. A paralisação englobou os comboios urbanos e regionais e afectou sobretudo as grandes cidades e o leste do país. Nos próximos dias a greve irá repetir-se até à próxima quarta feira, com excepção do fim de semana.
A greve desta quinta feira, que é a terceira em duas semanas, afectou nomeadamente as grandes cidades como Berlim, Hamburgo e Frankfurt, com grandes repercussões no trânsito e em todos os transportes destas cidades.
A paralisação abrangeu os comboios urbanos e regionais, estando os maquinistas por decisão judicial impedidos de a estender aos comboios de longo curso e de mercadorias.
Os 15 mil maquinistas filiados no sindicato GdL, cerca de 80% dos maquinistas dos caminhos de ferro alemães, exigem um contrato colectivo à parte dos restantes trabalhadores da empresa de comboios, a Deutsche Bahn (DB).
A DB fez já um acordo com os sindicatos dos restantes trabalhadores da empresa que prevê aumentos salariais de 4,5% a partir de Janeiro deste ano e um prémio único de 600 euros.
O GdL exige um salário bruto mínimo para os maquinistas de 2500 euros, representando um aumento de 31% e recusou uma proposta da empresa de 10% de aumento.
A greve deverá repetir-se nos próximos dias até à quarta-feira, com excepção do fim de semana.