Os transportes estão quase parados em França, em particular os comboios e o metro de Paris, numa greve de pelo menos 24 horas, convocada pelos sindicatos. Esta greve realiza-se contra a intenção do governo Sarkozy de aumentar o período de descontos necessários para a reforma de 37,5 para 40 anos, que vigora nalguns sectores e abrange 1,6 milhões de pessoas. Este é o primeiro confronto social com que se defronta Sarkozy desde que foi eleito Presidente da República.
A greve envolve os trabalhadores dos caminhos de ferro, do metro da região parisiense, dos serviços de energia, estando também marcadas greves e manifestações dos trabalhadores de outros serviços.
Os sindicatos opõem-se ao aumento do tempo de descontos necessários para a reforma, que o governo pretende levar a cabo, reduzindo os direitos destes trabalhadores à situação geral da segurança social que exige 40 anos de reforma. Os sindicatos estão a alertar que o governo pretende, a seguir a este corte de direitos, aumentar a idade de reforma para todos os trabalhadores.
As pessoas abrangidas pelo regime especial mais favorável, dos 37,5 anos de descontos para a reforma, abrange 1,6 milhões de pessoas, sendo 500 000 activos e 1,1 milhões de reformados.
Na orientação da greve existem diferenças de opinião entre os sindicatos, defendendo o sindicato SUD que a greve prossiga para além das 24 horas, enquanto a CGT defende que o movimento prossiga mais tarde com outras greves e manifestações.
Nesta quinta-feira realizar-se-ão ainda manifestações em diversas cidades.