Equador: Partido de Correa triunfa na eleição para a Assembleia Constituinte

01 de outubro 2007 - 11:05
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Rafel Correa e Alberto Acosta comemoram a vitória - Foto da Lusa - Acosta era cabeça da lista de Alianza País às eleições para a ContituinteNo Equador, o presidente Rafael Correa conseguiu nova vitória nas eleições de Domingo 30 de Setembro para a Assembleia Constituinte, em que o seu partido, Alianza País, obteve cerca de 62% dos votos. Rafael Correa é um economista de esquerda que foi eleito Presidente da República do Equador em Novembro passado, quando derrotou Álvaro Noboa, o cidadão mais rico do país, defendendo a renegociação da dívida externa e concretizando uma viragem à esquerda.

"Foi uma eleição democrática, eficiente e transparente. As projecções são claras: a vitória da cidadania é inquestionável", declarou Correa numa entrevista colectiva na sede da presidência.

Quando foi eleito Presidente da República Rafael Correa enfrentava uma difícil situação política institucional, devido a confrontar-se com um Congresso, o órgão máximo legislativo do país, que se lhe opunha ferozmente.

Correa estabeleceu como estratégia a realização de um referendo para eleger uma Assembleia Constituinte. Em Abril passado obteve a maioria nesse referendo e agora confirma a vitória da sua estratégia, triunfando na eleição para a Assembleia Constituinte.

Nestas eleições a Alianza País deve ter obtido cerca de 62%, conseguindo provavelmente mais de 80 deputados em 130. O segundo partido mais votado foi o PSP (Partido Sociedade Patriótica do ex-presidente Lúcio Gutierrez) que deve ter alcançado cerca de 7%, seguiram-se o Prian (Partido Renovador Institucional de Acção Nacional), do magnate Álvaro Noboa com quase 7%, o PSC (Partido Social Cristão, conservador) com cerca de 4% e a Red (Rede Ética e Democracia) com cerca de 3%.

"Buscamos um modelo de Estado que garanta a todos o mesmo acesso ao progresso. O povo venceu a mãe de todas as batalhas, e venceu de maneira incrível e contundente", afirmou Rafael Correa na noite de Domingo.

Durante a campanha, Correa disse que pediria à Assembleia que dissolva o Congresso, considerando-o "corrupto e incompetente".

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