Bin Laden e chefe da CIA lançam temor de novos atentados nos EUA

08 de setembro 2007 - 10:59
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Foto MatthewBradley/FlickrO general Michael Hayden, que comanda os serviços secretos norte-americanos, divulgou ontem ter informações de que a Al-Qaeda prepara atentados de grande envergadura nos EUA, no dia que ficou marcado pelo regresso das mensagens vídeo de Bin Laden. Na primeira gravação desde 2004, o saudita acusado de ser o cérebro por detrás dos atentados de 11 Setembro acusou Bush de repetir os erros de Brejnev, comparando a situação no Iraque à que a URSS viveu no Afeganistão.



Citado por agências de informação internacionais que já tiveram acesso ao vídeo, o líder da Al-Qaeda promete intensificar a luta contra os EUA no Iraque para forçar a retirada dos norte-americanos. A aliança de Bush com o primeiro-ministro iraquiano al-Maliki é vista como um "fracasso" e a ambos são acusados de fomentar uma guerra sectária no país para fortalecer as suas posições.



A confirmação de que se trata de uma gravação recente é dada pelas referências do terrorista mais procurado do mundo a Gordon Brown e Sarkozy, dois líderes políticos europeus eleitos há poucos meses. No vídeo, Bin Laden não lança nenhuma ameaça directa aos norte-americanos embora afirme que, apesar do seu poder económico e militar, os EUA continuam a ser uma nação vulnerável.



A aproximação do sexto aniversário do 11 de Setembro foi ontem aproveitada pelo director da CIA, Michael Hayden, para recordar um relatório elaborado em Julho e que indicava que a A-Qaeda está hoje mais forte e prepara novos atentados de grandes dimensões. Hayden procurava assim justificar diante do Conselho de Relações Intenacionais, reunido em Nova Iorque, o programa de prisões e interrogatórios nas cadeias secretas da CIA em vários países do mundo. Para o responsável dos serviços secretos, a maior parte das informações recolhidas para aquele relatório foram feitas nesses interrogatórios.



Hayden acrescentou ainda que desde 2002 a CIA manteve nessas prisões secretas menos de 100 pessoas desde 2002, e declarou ser "absurdo" o número de vôos secretos denunciados pelo Parlamento Europeu. Para o chefe da CIA, dos 1245 vôos registados pelos deputados europeus, apenas "uma pequena parte" eram secretos.