Em conferência de imprensa dada nesta 4ª feira, o economista chefe da OCDE, Jean-Philippe Cotis, anunciou que as perspectivas económicas se tornaram "menos favoráveis e mais incertas" nos EUA, na Europa e no Japão. A OCDE também reviu em baixa as previsões de crescimento para os EUA e para a zona euro.
Na véspera da reunião do Banco Central Europeu, onde se previa que as taxas de juro fossem aumentadas, Jean-Philippe Cotis alertou ainda o BCE para que deverá fazer um compasso de espera, esperar para ver como evoluem os mercados financeiros, antes de tomar qualquer decisão sobre o aumento das taxas de juro.
O economista chefe da OCDE apresentou um informe de conjuntura intercalar (disponível em inglês no site da organização), entre os informes semestrais que se publicam normalmente em Maio e Novembro.
Neste documento a OCDE prevê o crescimento do PIB da zona euro em 2,6%, inferior aos 2,7% anteriormente anunciados. Em relação aos EUA a previsão de crescimento é revista de 2,1% para 1,9%. No interior da zona euro, a OCDE revê também em baixa as previsões de crescimento na Alemanha para 2,6% (menos três décimas), na França para 1,8% (menos quatro décimas) e na Itália para 1,8% (menos duas décimas).
A OCDE mantém a previsão de crescimento no Japão em 2,4% e revê em alta as previsões para a Grã-Bretanha para 3,1% (mais quatro décimas) e do Canadá para 2,7% (mais duas décimas).
O impacto da crise do mercado imobiliário de risco americano (o chamado subprime), que fez cair os mercados financeiros no mês de Agosto, não está ainda incluído nesta previsão que pode ser revista em baixa.
O economista chefe da OCDE, Jean-Philippe Cotis declarou à Reuters que "o nosso diagnóstico é um abrandamento", no entanto, o abrandamento é mais acentuado do que o esperado e "não podemos excluir uma recessão".