A China negou que hackers a serviço dos seus militares tenham invadido com sucesso a rede informática do Pentágono, afirmando que essa acusação é um mero produto do pensamento do tempo da Guerra Fria. A informação sobre a invasão informática ao Pentágono é do Financial Times, citando autoridades dos Estados Unidos. Segundo o artigo, hackers do Exército de Libertação do Povo da China (o exército chinês) terão penetrado numa rede do Departamento de Defesa dos EUA em Junho, roubando dados e levando ao desligamento de um sistema.
A reportagem foi publicada uma semana após a chefe do governo alemão, Angela Merkel, ter também denunciado que hackers chineses teriam instalado programas-espião (spyware) em redes de ministérios do país.
A China esquivou-se das notícias vindas da Alemanha e agora rejeitou completamente as acusações dos EUA, assim como negou as reportagens de que armas fabricadas na China foram usadas pelos Taliban no Afeganistão.
"O governo chinês opõe-se constantemente e ataca vigorosamente, de acordo com a lei, todos os crimes via Internet", disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Jiang Yu.
Jiang disse que o seu governo também é vítima de ataques via computador.
O presidente dos EUA, George W. Bush, deve encontrar-se com o presidente chinês, Hu Jintao, em Sydney. Os dois líderes participam do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico.