Principal partido suiço faz campanha xenófoba

03 de setembro 2007 - 17:47
PARTILHAR

Cartaz do Partido do Povo. Foto da AP. Clique para ampliarO Partido do Povo, a principal formação política da Suiça, iniciou uma campanha xenófoba pela expulsão de famílias inteiras de imigrantes que tenham feito declarações falsas ao Estado para obter mais benefícios, ou cujos filhos tenham sido condenados por crimes violentos ou relacionados com drogas. Utilizando como imagem gráfica um cartaz com uma ovelha negra a ser expulsa por várias ovelhas brancas, o Partido do Povo pretende recolher 100 mil assinaturas para referendar esta questão. A ser aprovada, seria uma lei única na Europa. Os activistas anti-racistas avisam que se trata de uma cópia de uma lei Nazi que obrigava todos os familiares de uma pessoa a serem condenados pelo mesmo crime.

"Acreditamos que os pais devem ser responsáveis por cuidar dos seus filhos. Se não o conseguem fazer têm que acarretar com as consequências". A afirmação é do próprio presidente do Partido do Povo, Ueli Maurer. Este partido  - que faz parte da coligação governamental e dirige o Ministério da Justiça - sustenta que os estrangeiros - que representam cerca de 20% da população - são mais propensos a cometer crimes do que os suiços.



Vários analistas consideram que esta proposta do Partido do Povo já é plena pré-campanha para as eleições de 21 de Outubro. Em 2004, este partido já tinha feito uma campanha contra a imigração que lhe terá rendido bastantes votos, e cujo cartaz consistia numa série de mãos negras a tentar alcançar um recipiente com passaportes suiços.

A Agência para os refugiados das Nações Unidas (UNHCR), sediada em Genebra, afirmou que a campanha pretende despoletar sentimentos de intolerância e que é contrária à Convenção sobre refugiados das Nações Unidas, que a Suiça também assinou.

Leia a notícia completa no site da Associated Press