Dois atentados com bombistas suicidas na cidade de Rawalpindi, onde se situa o Quartel-general do Exército, provocaram a morte de pelo menos 24 pessoas, muitos deles provavelmente militares. Os atentados não foram reivindicados mas foram interpretados como uma reacção às operações militares paquistanesas na região da fronteira com o Afeganistão.
A primeira explosão foi provocada num autocarro do Ministério da Defesa e ocorreu numa área de alta segurança de Rawalpindi. O porta-voz do Exército recusou-se a identificar as vítimas, mas a polícia disse que na sua maioria se tratava de soldados.
Quando as ambulâncias já estavam a transportar as vítimas, ocorreu uma segunda explosão provocada por um bombista suicida que se deslocava numa motocicleta, numa zona comercial da mesma cidade, matando mais pessoas, entre elas também militares.
Além dos 24 mortos, houve 66 feridos.
O ministro dos Assuntos Religiosos, Ejaz-ul Haq, disse que os atentados podem ter sido uma reacção à guerra no Afeganistão e às operações paquistanesas na região de fronteira: "Estamos na linha da frente da guerra contra o terror, e somos quem sofre mais", disse.