O Procurador-Geral dos Estados Unidos (attorney general, cargo que corresponde a Ministro da Justiça) Alberto Gonzales renunciou ao cargo, uma decisão que implica num novo abalo para a actual administração da Casa Branca. As pressões para a demissão de Alberto Gonzales multiplicaram-se nos últimos meses. Fiel colaborador de Bush, Gonzales foi alvo de um inquérito interno ligado ao despedimento, no ano passado, de oito procuradores federais, que, segundo a oposição, foram afastados por motivos políticos.
A renúncia de Gonzales marca a perda de mais um dos homens de confiança de Bush, depois da saída daquele que foi conhecido como o arquitecto da sua candidatura, Karl Rove e num momento em que as sondagens marcam um enfraquecimento crescente da confiança na actual administração da Casa Branca e descontentamento em relação à guerra no Iraque.
O apoio a Gonzales no Congresso vinha também a reduzir-se, depois de muitos deputados alegarem que ele tinha cometido perjúrio em relação ao caso da demissão dos procuradores federais, ou que, pelo menos, manobrara para minimizar o seu papel no afastamento dos procuradores.
Alberto Gonzalez trabalhou para George W. Bush quando o actual presidente era ainda governador do Texas, na década de 90. Serviu a Casa Branca enquanto advogado durante a primeira legislatura de Bush e em 2005 tornou-se o primeiro hispânico a ocupar o cargo de procurador-geral.