Chavez subvenciona transportes públicos de Londres

22 de agosto 2007 - 13:19
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Livingstone e ChavezO Presidente da Câmara de Londres, Ken Livingstone, estabeleceu um acordo com Hugo Chavez que vai permitir reduzir para metade os bilhetes dos autocarros na cidade, beneficiando cerca de 250 mil londrinos mais carenciados. A medida é possível graças aos descontos efectuados pela companhia estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA). Em troca, técnicos britânicos vão estabelecer-se em Caracas para prestar serviços de assessoria em matéria de gestão urbana e protecção do ambiente.

A Venezuela vai vender combustível a Londres a preços 20% mais baixos do que o valor de mercado, permitindo à capital britânica poupar 32 milhões de dólares anuais. Desta forma, os mais carenciados, mães e pais solteiros, inválidos e desempregaos, vão beneficiar de um desconto de 50% nas tarifas dos autocarros. "Este acordo tornará mais fácil a vida de milhares de londrinos pobres" afirmou Livingstone.



Em troca, a Câmara de londres abrirá um escritório em Caracas com pessoal especializado em gestão municipal, que vai prestar assessoria aos venezuelanos em matérias como transportes, planificação urbana, turismo e protecção do ambiente.

As reacções a este acordo foram diversas. Para Diane Abbot, deputada da ala esquerda do Partido Trabalhista, este acordo "faz parte da contínua e positiva realação entre o povo da venezuela e a população londrina. E demonstra que a globalização não tem que ser negativa. Esta iniciativa é um exemplo de colaboração global progressiva".



O jornal britânico "Financial Times" refere que "o acordo provocou a ira da oposição a Livingstone, que questiona por que razão Londres, uma das cidades mais ricas do Mundo e um centro financeiro em expansão, aceita doações de uma nação em desenvolvimento cujo Produto Interno Bruto per capita é estimado em menos de um quarto do da Grã-Bretanha". Entretanto, os Verdes também condenaram a falta de empenho de Livingstone em procurar fontes de energia alternativas ao petróleo.



Este não é o primeiro episódio do género. Recentemente, Chavez vendeu óleo para aquecimento com um desconto de 40% a 100 mil famílias pobres dos Estados Unidos.