Sócrates diz que colaboração com EUA é estratégica

18 de setembro 2007 - 2:07
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Sócrates e Bush. Foto da Casa BrancaAo lado de George W. Bush, o primeiro-ministro José Sócrates disse ontem na Casa Branca que não vê qualquer "questão estratégica que não requeira, que não exija as melhores relações entre a Europa e os Estados Unidos". Sócrates, que quis falar em inglês na conferência de imprensa após o encontro, enganou-se por duas vezes: quando se referiu ao "Médio Ocidente" (Middle West) e quando errou numa concordância: "E nós faremos o meu melhor para enfrentar o delicado problema", referindo-se ao Kosovo. O site da Casa Branca, que reproduziu fielmente o discurso, acrescentou nas duas vezes um [sic] para evidenciar que o erro foi da frase original e não da transcrição.

Bush, em contrapartida, não cometeu nenhuma gaffe mas provocou gargalhadas ao falar no bom exemplo que Sócrates deu "ao povo do nosso próprio país e de todo o mundo por fazer tão avidamente exercício na idade avançada de 50 anos."

O presidente dos Estados Unidos disse querer agradecer ao povo de Portugal por, segundo ele, ter apoiado a decisão de ajudar o povo do Iraque e do Afeganistão a conhecer as bênçãos da liberdade. Quanto às relações entre os dois países, Bush disse: "Perguntei ao primeiro-ministro: como considera as nossas relações bilaterais, ele disse: boas. Bem, sabe, eu acho o mesmo."

Bush referiu-se ainda ao diálogo entre os dois chefes de governo sobre "questões como Darfur, Doha. Falámos sobre Kosovo e o Médio Oriente. E ambos nos comprometemos a trabalhar juntos para ver se, mesmo que não consigamos resolver estes problemas, pelo menos os ponhamos numa posição melhor."

Segundo a SIC, citando fonte diplomática, após as declarações à imprensa, Sócrates terá ficado mais 15 minutos na Casa Branca. Entre os temas abordados, Bush manifestou preocupação sobre o futuro dos sistemas de previdência. "O primeiro-ministro falou-lhe então sobre as principais linhas da recente reforma da segurança social em Portugal. Bush ouviu com atenção e elogiou-a", referiu o diplomata.